Médicos plantonistas do Pronto Atendimento Municipal iniciaram pela quarta vez no ano, uma ?operação tartaruga? por atraso nos pagamentos. O movimento começou na tarde de terça-feira (14), quando pessoas que chegaram ao local às 14h, só receberam atendimento após as 22h.
A informação foi confirmada pela redação do Portal em visita ao PAM na manhã desta quarta-feira (15), por volta das 10h.
Do lado de fora, dezenas de pessoas aguardavam atendimento desde cedo. No momento, dois médicos estavam de plantão, porém durante a operação, ficou determinado, não se sabe por quem, que ocorram por hora, apenas quatro atendimentos e somente casos de emergência.
Jhordan Willian Lopes Gonçalves, de 17 anos, chegou ao local às 6h30 após uma queda de bicicleta. A pré consulta foi feita às 7h15 e desde então o jovem aguarda atendimento sentindo fortes dores no ombro e várias escoriações pelo corpo. Pelo corredor havia ainda pessoas com cólica renal e outros problemas de saúde.
De acordo com o provedor da Santa Casa de Caridade, Dr. Geraldo Couto, está em atraso o pagamento do mês de agosto que deveria ter sido efetuado no máximo 30 dias após a emissão da nota fiscal, emitida no início de setembro. O médico comentou ainda, que também estão atrasadas as parcelas que a Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, deve repassar mensalmente para a Santa Casa para a cobertura de procedimentos. A entidade possui contrato com a Prefeitura para a prestação de serviços médicos no PAM, no valor mensal de R$134 mil e de acordo com o provedor, não tem condições de arcar com os pagamentos.

Na prefeitura

Após contato com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, às 11h19 foi enviada a seguinte nota à respeito da operação tartaruga: As secretarias de Fazenda e Saúde já estavam agilizando o pagamento da nota pendente antes mesmo de mais essa tentativa dos médicos da Santa Casa de pressionar a Prefeitura. A Administração Municipal considera inoportuna e totalmente fora de hora mais essa ação dos profissionais do hospital, tendo em vista que a população formiguense já está sendo castigada demais com a falta d?água. Não é à toa que a cidade decretou estado de calamidade pública.
A Administração Municipal espera dos profissionais um pouco mais de sensibilidade neste momento e, apesar de todas as dificuldades financeiras pelas quais passam praticamente todas as prefeituras do país, tem feito o máximo esforço para manter todos os pagamentos em dia.

Matéria atualizada às 11h21

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