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Meningite pode ter matado três em Belo Horizonte

Em um período de duas semanas, três pessoas podem ter morrido em decorrência da meningite em Belo Horizonte. Além dos casos já noticiados – da estudante Maria Victoria Oliveira, que faleceu em um hospital particular da capital mineira, e de uma criança de 7 anos que teria contraído a enfermidade na região do Barreiro -, o gerente de restaurante Ricardo Gurgel, 34, também faleceu com suspeita da doença.
Nesta segunda-feira (10), a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) chegou a confirmar a morte do gerente por meningite, mas recuou e disse ainda não ter sido notificada sobre o caso. Apesar disso, o atestado de óbito de Gurgel aponta a meningite bacteriana como a causa da morte. Somente neste ano, foram notificados 197 casos da doença na capital, sendo que 20 resultaram em mortes. Em 2011, foram 254 casos notificados e 37 mortes.
Para a pediatra infectologista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Lilian Diniz, os casos não podem ser considerados surtos. Sempre existem casos durante todo o ano. O que é preciso fazer é a prevenção. O método mais eficaz é a vacina, que já está no calendário nacional de vacinação para as crianças. Os adultos precisam comprá-la se quiserem se proteger também, afirmou a médica.
Casos
Ricardo Gurgel ficou 40 dias hospitalizado e morreu em 30 de agosto. O homem morava no bairro Primeiro de Maio, na região Norte de Belo Horizonte. Ele foi vítima de meningite bacteriana. Quando eu tinha 8 anos, perdi uma amiga, vítima de meningite também. É muito difícil, disse a prima do gerente, Denize Gurgel, 32.
As apurações das outras duas mortes por meningite ainda não têm conclusões. De acordo com a SMSA, a bactéria que matou a criança de sete anos não provoca surtos e epidemias. No entanto, a Escola Municipal Dinorah Magalhães Fabri, na Vila Cemig, no Barreiro, onde ela estudava, ainda está sob investigação. Nenhum outro aluno foi diagnosticado com a doença. No caso de Maria Victoria Oliveira, 14, a Secretaria de Saúde de Santa Luzia, na região metropolitana, ainda investiga o colégio onde ela estudava.