O mercado de fogos de artifício no Centro-Oeste de Minas fechou 2019 com vendas acima da expectativa, afirmou ao portal G1 o presidente do Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais (Sindiemg), Magnaldo Geraldo Filho.
Apesar de não detalhar em
números, Magnaldo afirmou que, do que não foi vendido do estoque, estão
comprometidos para a venda.
“Os produtos que tínhamos foram vendidos e os que não foram já estão encaminhados para vendas. Superou expectativas, porque apesar do mercado como um todo estar passando por mudanças, por dificuldades, conseguimos não ficar com mercadoria estocada, parada”, afirmou o presidente do Sindiemg.
De acordo com Magnaldo, a
maioria das indústrias de fogos de artifício no Centro-Oeste está concentrada
em Santo Antônio do Monte. Apesar disso, na região também há fábricas em Lagoa
da Prata, Pompéu e Moema.
Proibições
Alguns municípios
brasileiros estão adotando leis de proibição à prática de queima de fogos de
artificio. A justificativa é que o barulho causado pelo estouro dos rojões traz
danos a saúde de crianças, idosos e principalmente animais. A discussão divide
opiniões e gera polêmica. Magnaldo comentou sobre o assunto
“Essa questão de proibição é inconstitucional. Enquanto porta voz do de um sindicato que defende essas indústrias, o que posso dizer, é que entramos com um recurso contra essas proibições. O município não pode legislar em cima de uma lei federal, e nós temos leis que garantem esse segmento de mercado. Estamos na Justiça discutindo sobre essa situação”, afirmou.
Otimismo
O proprietário de uma
empresa de fogos de artifício em Santo Antônio do Monte, Rafael Júnior,
destacou que os anos anos pares são considerados melhores para as vendas do
setor, mas, apesar disso, o cenário em si deste mercado é visto de forma
positiva.
“Temos Copa do Mundo e eleições nos anos pares, e isso faz com que tenhamos mais saídas de produtos. Não estou considerando o réveillon, porque geralmente essa é uma época que independente de ser ano par ou não, a gente faz boas vendas”, acrescentou Rafael.
Segundo Rafael, os
explosivos mais vendidos durante eventos de grande porte são os chamados
foguetes de tiro.
“Eles fazem mais barulho e chamam mais atenção. Não sei ao certo números precisos, mas vendemos um grande volume desse material”, completa o empresário.
Em outra indústria também da cidade, o gerente de vendas Augusto Matos, disse ao G1 que sentiu uma melhora no mercado em 2019.
“Estávamos vindo de anos fracos até por causa do mercado nacional, mas ano passado foi positivo. Aqui na empresa não ficamos com produtos em estoque por mais de três meses. O forte além das vendas de pequeno porte, é a exportação”, finalizou Matos.
Fonte: G1 ||








