Levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (19) mostra que 49% das vítimas de agressão atendidas nos hospitais públicos haviam consumido bebida alcoólica. A pesquisa foi realizada em 71 hospitais públicos em todas as capitais do país.
Os jovens são as principais vítimas da agressão física relacionada ao uso de álcool. O estudo aponta que cerca de 56% dos casos de agressão e 39% de acidentes de trânsito ocorreram com pacientes entre 20 e 39 anos.
O álcool também está relacionado à quantidade de vítimas de acidentes de trânsito. De acordo com o estudo, um a cada cinco acidentes envolveram a ingestão de bebida alcoólica.
O estudo mostra que, entre as vítimas de acidentes de trânsito, 21,4% dos pedestres, 22,3% dos condutores e 17,7% dos passageiros apresentavam sinais de embriaguez ou confirmaram o consumo de álcool.
Os dados foram coletadas em 2011 e analisados no ano passado. O levantamento faz parte da Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA) e ouviu 47 mil pessoas em todas as capitais e no Distrito Federal.
Em 2011, mais de 47 mil pessoas vítimas de agressão foram atendidas no SUS. A maioria delas (54,3%) é do sexo masculino. A quantidade de homens (24,9%) envolvidos em acidentes de trânsito ligados ao álcool também foi maior que a de mulheres (10,2%).

No mesmo ano, o governo federal gastou R$ 200 milhões no Sistema Único de Saúde com a internação de pacientes que se envolveram em acidentes de trânsito.

Com o objetivo de orientar condutores sobre o perigo da mistura entre direção e álcool, o Ministério da Saúde desenvolveu o projeto Vida no Trânsito em 2009. Apenas 5 capitais brasileiras participam dessas ações (Belo Horizonte, Teresina, Curitiba, Campo Grande e Palmas). Nos últimos quatro anos, cerca de R$ 25 milhões foram gastos no projeto.
O secretário-executivo do ministério das Cidades, Alexandre Cordeiro Macedo, participou do anúncio do levantamento e disse ter notado mudança significativa no comportamento dos condutores depois da implantação da Lei Seca.
A segurança no trânsito está relacionada a três pilares muito importantes: a conscientização, uma legislação efetiva e uma fiscalização eficiente. Nós temos que conscientizar a população da importância de se ter um trânsito seguro, afirmou Macedo.

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