Militares da ativa classificaram de “fraca” a defesa do general Eduardo Pazuello e cobram uma punição exemplar ao ex-ministro da Saúde. Caso contrário, a mensagem que será passada à tropa é que o Regulamento Disciplinar do Exército não precisa ser respeitado, gerando o risco de um clima de anarquia nos quartéis.

General da ativa, que passará para a reserva em 2022, Pazuello apresentou na quinta-feira (27) sua defesa no processo disciplinar aberto contra ele pelo comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, e disse que não desrespeitou o regulamento disciplinar da Força. Segundo ele, o evento do qual participou no domingo (23), ao lado do presidente Jair Bolsonaro, não era um ato político-partidário. Militares não podem comparecer a manifestação de cunho político.

O ex-ministro da Saúde alegou que era um passeio de motociclistas em apoio ao presidente da República. Bolsonaro, por sinal, que prefere que não seja aplicada punição contra Pazuello, seguiu na mesma linha nesta quinta-feira (27), em sua live.

Bolsonaro disse que a manifestação de domingo (23) , no Rio, foi um “encontro que não teve nenhum viés político, até porque eu não estou filiado a partido político nenhum ainda. Foi um movimento pela liberdade, pela democracia e apoio ao presidente”.

Para militares da ativa, o ato de domingo foi um evento político e não pode ser minimizado, porque, se for, a partir de agora oficiais e seus subordinados estarão liberados para participar de eventos do mesmo tipo. Seria, nas palavras de um militar, um “liberou geral”, que não combina com as Forças Armadas.

O caso Pazuello seria discutido na noite de quinta no Amazonas, onde o presidente dormiu, em conversa com o ministro da Defesa, Braga Netto, e o comandante Paulo Sérgio Nogueira. O comandante defende uma punição contra o general para manter a disciplina no Exército.

Fonte: Blog do Valdo Cruz

COMPATILHAR: