Mesmo com as incertezas relacionadas à vacinação e à evolução da pandemia, Minas Gerais já atraiu nos seis primeiros meses deste ano R$ 39,6 bilhões em aportes privados, com a geração de mais de 20 mil postos de trabalho. O número já supera todos os investimentos do ano passado, quando o Estado recebeu aporte de R$ 32 bilhões. A projeção é que, até o fim do ano, o Estado receba R$ 60 milhões em investimentos. Desde o início do ano passado, a Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior (Indi) implantou 200 projetos, que vão desde a atração de novas empresas até a ampliação dos negócios já presentes no Estado.

A última empresa a inaugurar fábrica em solo mineiro foi a companhia suíça Aryzta, produtora de pães para varejo e food service. Com investimentos na ordem de R$ 300 milhões, a nova unidade, em Pouso Alegre, no Sul, pretende gerar 300 empregos diretos e mil indiretos. Mas, desde o início da pandemia, grandes empresas já haviam anunciado sua vinda para Minas. É o caso das gigantes do e-commerce Amazon e Mercado Livre e das cervejarias Petrópolis e Heineken, que juntas vão gerar mais de 5.000 empregos na região metropolitana, no Sul e no Triângulo Mineiro.

Nos últimos dois anos, o governo do Estado estima que já foram atraídos mais de R$ 121 bilhões em investimentos, ficando acima da média dos últimos anos. A expectativa é que mais de 200 mil empregos sejam gerados no Estado. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Fernando Passalio, mesmo com todas as incertezas no mercado financeiro causadas pela pandemia da Covid-19 em 2020, Minas superou os investimentos dos anos anteriores. Até 2018, de acordo com o secretário, a média anual de investimentos no Estado era de R$ 11 bilhões. No ano passado, os aportes chegaram a R$ 32 bilhões.

“Conseguimos um resultado histórico. Mesmo em 2020, com a pandemia e os investimentos em tese caindo, conseguimos três vezes mais que a média histórica sem a crise. Sabemos que em ano de eleição o mercado costuma esperar para ver o que vai acontecer, mas nossa expectativa é que mesmo assim continue crescendo”, avalia. Para Passalio, a obtenção desses resultados está ligada ao esforço do Estado em desburocratizar as condições de atração dos recursos da iniciativa privada. “Somos um governo que preza por liberdade econômica, simplificação e valorização do trabalho e geração de produtos e riquezas. Resultado disso é que antes a taxa de conversão dos protocolos de intenção em investimentos era de 35% e agora é 50%”, diz.

Segundo o presidente do Indi, João Paulo Braga, entre os atrativos oferecidos aos novos negócios está a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sem citar valores. “Isso depende do setor e do tipo de investimento, mas a atração desses negócios envolve muito o trabalho de que nós tivemos de bater de porta em porta, procurando essas empresas, de não ser reativo, esperar que elas venham até nós”, explica ele que cita também o Decreto de Liberdade Econômica, que dispensou o alvará de funcionamento de 642 atividades econômicas de baixo risco no início do ano como um dos benefícios para a manutenção das empresas no Estado. “O governo tem tido uma postura de simplificar normas, ser mais amigável. O resultado é que nunca se atraiu tanto”, completa.

Fonte: O Tempo

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