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Minas estuda presídios exclusivos para facções para conter aliciamento de detentos

Foto: Divulgação/OAB/MS

O governo de Minas Gerais estuda a criação de presídios exclusivos para presos ligados a facções criminosas como estratégia para frear o aliciamento de detentos comuns dentro do sistema prisional. A proposta foi apresentada pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, durante a divulgação do balanço das ações de segurança pública de 2025, nessa terça-feira (16), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

Segundo Greco, a ideia é adaptar seis unidades prisionais já em funcionamento para receber apenas presos de alta periculosidade vinculados a facções criminosas. O objetivo é impedir que detentos sem ligação com organizações criminosas sejam “batizados” dentro das prisões, reduzindo, assim, a adesão ao crime organizado.

De acordo com o balanço apresentado, somente neste ano, 659 foragidos ligados a facções foram presos em Minas Gerais. O secretário também destacou transferências consideradas estratégicas, como a de Marcelo Bozó, mineiro apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho. Ele foi “devolvido” ao Estado e deverá ser transferido para uma unidade prisional federal.

Durante a apresentação, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou ainda que houve queda de 21,2% nos crimes violentos entre 2024 e 2025. O recuo inclui redução de 11,6% nos homicídios e de 27,9% nos roubos em todo o Estado.

Apesar dos avanços nos indicadores gerais de segurança, a violência de gênero segue como um desafio. Conforme já mostrado pelo Hoje em Dia, Minas registra, em média, um caso de feminicídio a cada dois dias. Segundo os dados divulgados, a Polícia Civil formalizou mais de 60 mil pedidos de medidas protetivas, e, até 30 de novembro, 17.945 agressores foram detidos.

Além da reorganização do sistema prisional, o governo estadual destacou investimentos em pessoal e estrutura ao longo de 2025. A Polícia Militar recebeu 1,9 mil viaturas e 2.735 armamentos. Já a Polícia Civil foi reforçada com 1.592 armamentos e 132 viaturas. A Polícia Penal contou com R$ 76 milhões destinados à melhoria da infraestrutura dos presídios e à aquisição de equipamentos, além do lançamento de um novo concurso público para reforçar o efetivo.

Com informações do Hoje em Dia