O governo de Minas Gerais decretou no sábado (20) situação de emergência em saúde pública em 94 cidades do estado por conta do aumento no número de casos de febre amarela. A medida tem duração de seis meses e abrange as regiões de Itabira (região central), Ponte Nova (Zona da Mata), e a capital Belo Horizonte.

O decreto assinado pelo governador Fernando Pimentel autoriza a adoção de medidas administrativas necessárias à contenção do surto de febre amarela , em especial a aquisição pública de insumos e materiais. Além disso, a medida assegura a contratação de serviços necessários ao atendimento da situação emergencial.

Já foram confirmados 22 casos da doença em Minas Gerais  no período de julho de 2017 até o início deste ano. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) informou que 15 desses casos evoluíram e provocaram a morte dos pacientes. Outros 46 casos registrados em 24 municípios mineiros ainda estão sob investigação.

Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de febre amarela no estado de Minas Gerais está em torno de 82% – o governo estadual pretende imunizar 95% da população. De acordo com informe epidemiológico divulgado na semana passada, estima-se que haja no estado pouco mais de 3,6 milhões de pessoas que ainda não foram vacinadas, especialmente na faixa etária de 15 a 59 anos, que também foi a mais acometida pela epidemia de febre amarela silvestre ocorrida em 2017.

O Ministério da Saúde divulgou na semana passada que já foram registrados  35 casos da doença no País desde o segundo semestre de 2017 até o início deste ano. A situação levou a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão ligado às Nações Unidas, a recomendar vacinação contra a doença para todos os viajantes com planos de viajar a 13 estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais e Maranhão, além de todos os das regiões Norte e Centro-Oeste (bem como o Distrito Federal).

 

Fonte: Último Segundo ||

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