Qualquer pessoa que acompanhe um pouco a economia do Estado pode responder o que Minas Gerais mais exporta: minério de ferro e café. Esses dois produtos geram muito dinheiro, mas estão na mão de poucas – e grandes – empresas. Pois agora o governo quer mudar esse quadro, colocando nessa lista produtos e serviços que ainda não figuram nela, ou aparecem no fim da fila.
Nos próximos 20 anos, o Estado pretende duplicar o número de produtos da pauta exportadora, triplicar o número de micro e pequenas empresas vendendo para fora (hoje são 1.137) e triplicar o valor das exportações.
Uma das principais apostas do governo para atingir esses objetivos é o portal Exportaminas.net. Lançado oficialmente ontem, o portal pretende reunir em único ambiente virtual todos os exportadores do Estado. Dessa forma, aumenta a visibilidade de todos na rede. Hoje, quase a totalidade das transações comerciais começa pela internet, e não estar bem representado é praticamente abdicar do negócio, explica o diretor da Central Exportaminas, Jorge Oliveira.
Ele afirma que todas as 1.600 empresas exportadoras do Estado já receberam o cadastro básico, mas é possível expor portfólio, vídeos, descrição dos produtos etc. Há outras várias ferramentas úteis, como conversor de moedas e informações sobre fuso horário. Existe até um gerador de folder e de cartão de visitas automático, diz Oliveira.
Segundo o representante do Exportaminas, o serviço é gratuito e inédito no Brasil. A inspiração para a criação do site foi o chinês Alibaba. Algumas características são diferentes, mas o conceito de reunir os vendedores é o mesmo, diz.
Saldo
Até setembro deste ano, as exportações somam US$ 30,26 bilhões. O resultado consolida o Estado como o segundo maior exportador, respondendo por 15,9% das exportações do país. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 39,1%. Em 2010 todo, foram US$ 31,12 bilhões.
Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, Minas Gerais ainda não sente os efeitos da instabilidade na economia internacional. Há risco, ela diz, quando e se a crise sair dos países desenvolvidos e atingir nações emergentes.

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