A maioria das coordenadorias de Defesa Civil constituídas em 677 municípios mineiros não tem nenhuma funcionalidade. Ao todo, 477 instituições (70,45%) não mantêm equipes permanentes de mobilização contra desastres naturais. Outras 176 cidades não têm órgãos do tipo nem no papel. Os dados são da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), que lançou nesta sexta-feira (22) o Plano de Emergência Pluviométrica.
A intenção das prefeituras que têm entidades ?fictícias?, informa o major Edylan Arruda, chefe da Cedec, é se enquadrar nos requisitos exigidos pelos governos federal e estadual para o recebimento de verbas em caso de incidentes naturais graves. Porém, esclarece o major, para receber dinheiro público, as administrações municipais precisam comprovar também o funcionamento da repartição pública.
?Fazemos um alerta para as pessoas verificarem nas prefeituras de suas cidades como está a situação. Quanto mais atuante a Defesa Civil local, mas protegida estará a população?, diz Arruda. É o órgão que faz o mapeamento das áreas de risco de deslizamento, alagamentos, identifica os pontos onde o rio transborda e quais ruas são mais afetadas, além de criar plano de contingência.
A meta do Plano de Emergência Pluviométrica lançado nesta sexta-feira é minimizar as consequências de enchentes, deslizamentos de terra e evitar que famílias que vivem em áreas de risco sofram com os efeitos das tempestades. O órgão anunciou que reforçará a integração entre os municípios e o Governo do Estado, agilizando intervenções preventivas, assistenciais e de socorro. Dos 853 municípios mineiros, 677 instituíram sua Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), mas a grande maioria está apenas no papel. Somente 200 funcionam.
Foram estruturados em Ubá, na Zona da Mata e em Pouso Alegre, no Sul de Minas, dois novos depósitos de ajuda humanitária. As regiões devem ser as mais afetadas pelas precipitações comuns nessa época do ano. Os 12 galpões, espalhados pelo interior, diminuem o tempo de espera por mantimentos básicos e potencializam a distribuição de alimentos, água, colchões e roupas.
Dez equipes da Defesa Civil Estadual também ficarão de prontidão, caso precisem se deslocar em caráter de urgência. Porém, as primeiras medidas são de responsabilidade das prefeituras.

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