O número de casos de sarampo em Minas Gerais pode aumentar. O estado já confirmou quatro pessoas com a doença neste ano. Mas há o risco da doença ter infectado mais moradores.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) já notificou 190 casos suspeitos da moléstia em 73 cidades mineiras. Do total, 51 registros ainda estão sendo investigados.

 De acordo com o portal Estado de Minas, a baixa cobertura vacinal e o surto em estados vizinhos aumentam o risco da doença se espalhar em Minas.

Dados da SES mostram que mais de 8 milhões de moradores de Minas estão sem imunização adequada, o que corresponde a 38% da população. Profissionais de saúde receberam orientações para aumentar a atenção aos sintomas do sarampo. A Prefeitura de Belo Horizonte também fez um alerta, nesta semana, devido ao avanço da doença em São Paulo e Rio de Janeiro. 

Este ano, Minas Gerais confirmou o primeiro caso autóctone – quando a transmissão ocorre dentro do território – de sarampo em 20 anos, uma criança de 1 ano, moradora de Belo Horizonte. Outros três casos foram confirmados no estado. No último, o morador começou a sentir os sintomas em março. De lá para cá, não houve nenhuma confirmação da doença, mas 38 notificações continuam sendo investigadas. 

Como a doença é altamente contagiosa, as férias escolares aprofundam o perigo de rápida movimentação do vírus. Muitos moradores aproveitam o período para viajar, o que propicia a circulação de várias enfermidades, inclusive o sarampo.

 Diante do risco, a SES emitiu uma nota técnica com alerta para profissionais de saúde sobre a necessidade de voltar a atenção para os sintomas da virose. 

Vacina

A forma mais eficaz de evitar o sarampo é por meio da vacinação. A Tríplice Viral, que protege ainda contra a rubéola e a caxumba, é oferecida de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São necessárias duas doses para pessoas de 1 até 29 anos. Quem passou dessa idade precisa ter tomado uma única dose do imunizante. 

Em todo o Estado, a cobertura vacinal acumulada da vacina Tríplice Viral está em 82,80% para a primeira dose, de pessoas de 1 a 49 anos, e 42,13% para a segunda dose, de 1 a 29 anos. Segundo a SES, 2.612.404 de pessoas não receberam a primeira dose da tríplice viral e outras 5.457.551 não tomaram a segunda dose. A meta estabelecida pelas autoridades de saúde é de 95% de cobertura vacinal.

A baixa cobertura vacinal, que propicia a circulação do vírus, coloca em risco, principalmente, os bebês com menos de um ano. As crianças só tomam a vacina a partir dos 12 meses de vida.

 

 

 

Fonte: Estado de Minas||

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