Dezoito mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira, na Região Metropolitana e no Centro-Oeste. Promotores de Justiça, em conjunto com integrantes da Secretaria de Estado da Fazenda, com o apoio da Polícia Militar, realizaram nesta terça-feira, a operação que buscava provas contra um grupo criminoso responsável pela criação e venda de empresas fantasmas.
Trinta Auditores da Receita Estadual, 13 oficiais de justiça, 40 policiais militares e dois promotores cumpriram mandados de busca e apreensão, em Belo Horizonte, Itaúna e Ribeirão das Neves. De acordo com o Ministério Público o grupo utilizava um servidor público, da cidade de Timóteo, no Vale do Aço, para expedir documentos de identidade em nome de pessoas mortas ou que tiveram documentos extraviados, para abrir empresas que participavam de licitações, em situação de vantagem, já que não pagavam impostos.
Em Itaúna foram cumpridos três mandados, onde uma pessoa foi presa, no bairro São Bento, por suspeita de receptação. Na casa dela, no bairro foram encontrados hidrômetros furtados.
Em Belo Horizonte foram apreendidos quase R$ 43 mil em dinheiro. O grupo que atuava em vários ramos como cosméticos, bebidas, alimentos, materiais de construção e fundidos desde 2002, pode ter causado um prejuízo de mais de 40 milhões de reais em sonegação de impostos.
Fraudes e crimes
Segundo o Ministério Público, até agora foram verificadas as fraudes fiscais de fornecimento de nota fiscal sem o correspondente em mercadorias: as chamadas notas graciosas, com a finalidade de maquiar a contabilidade de empresas sonegadoras; o fornecimento de nota fiscal para acobertar saída de mercadoria de empresas que não emitem a sua própria nota fiscal para não gerar débitos tributários. O grupo pode responder por falsificação de documentos, falsidade ideológica, corrupção ativa, estelionato e sonegação fiscal.

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