A montagem da primeira estrutura de contenção de rejeitos no rio Paraopeba em Pará de Minas, decorrentes do rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão em Brumadinho, foi concluída no sábado (2).

Ao todo, serão montadas três linhas de barreira ao longo do rio, com espaçamento de 20 metros entre elas. Uma equipe da Vale está em Pará de Minas desde quarta-feira passada (30) para a montagem da estrutura, que tem 250 metros de extensão e altura modulável.

Em nota, a Vale afirmou que a ação é uma medida preventiva para garantir o abastecimento de água de Pará de Minas.

Segundo a Vale, duas estruturas serão colocadas antes do ponto onde a concessionária Águas de Pará de Minas, responsável pelo abastecimento de água da cidade, capta a água do rio. A terceira, que foi finalizada neste sábado, impede que os rejeitos cheguem à tubulação e às bombas de captação.

Na sexta-feira (1º), a assessoria de comunicação da Vale confirmou que a montagem das três barreiras de contenção deveria ser concluída no próximo domingo (3).

A estrutura da“cortina antiturbidez” foi anunciada pela empresa na segunda-feira passada (28)como uma medida para conter os rejeitos da lama que descem pelo curso d’água do rio. Parte da rede de contenção foi instalada nesta quinta-feira (31) no entorno das bombas de captação do Sistema de Abastecimento Paraopeba.

Na ocasião, a área onde as bombas ficam foi isolada para a instalação de boias cilíndricas que formam uma barreira de contenção do avanço dos elementos na água, além de correntes metálicas que mantêm a estrutura suspensa.

Arte mostra como funciona a cortina antiturbidez, sistema que protegerá bombas de captação de água no Rio Paraopeba (Foto: Alexandre Mauro/Arte G1)

 

Fonte: G1 ||

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