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Morre Marcelo VIP, um dos maiores golpistas do Brasil, aos 49 anos

Foto: Reprodução Instagram / O Tempo

Marcelo Nascimento da Rocha, conhecido nacionalmente como Marcelo VIP, faleceu nessa terça-feira (09), em Curitiba, aos 49 anos, em decorrência de complicações causadas por cirrose. O advogado Nilton Ribeiro, que o representava há mais de 15 anos, confirmou o falecimento e lamentou a perda nas redes sociais: “Um cliente que se tornou um grande amigo. Hoje nos despedimos do incrível Marcelo VIP”.

Marcelo ganhou notoriedade nacional em 2001, ao se passar por Henrique Constantino, um dos fundadores da companhia aérea Gol, durante uma festa em Recife. Na ocasião, chegou a conceder entrevistas para programas de celebridades, atraindo atenção no Brasil e no exterior.

Ao longo de sua vida, acumulou condenações por diversos crimes, incluindo associação ao tráfico, roubo de avião, estelionato e falsidade ideológica. Marcelo também se passou por músico, atleta e até filho do proprietário da Gol, reforçando sua fama como um dos maiores golpistas brasileiros.

O paranaense cumpriu parte de suas penas na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, Mato Grosso, onde esteve detido por 12 vezes, fugindo do sistema prisional em seis ocasiões. Em 2014, após quatro anos na PCE, progrediu para o regime semiaberto, mas devido à falta de unidades disponíveis, passou a cumprir pena em domicílio monitorado por tornozeleira eletrônica. Em 2018, voltou à prisão acusado de falsificar documentos para obter progressão penal.

Reconstrução e legado cultural

Nos últimos anos, Marcelo VIP buscou reconstruir sua vida atuando como palestrante e escritor. Sua história também inspirou o cinema brasileiro: em 2011, foi lançado o filme VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso, com Wagner Moura no papel principal, durante o período em que Marcelo estava detido na PCE.

O velório do ex-golpista está programado para ocorrer na tarde desta quarta-feira (10), em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Sua trajetória, marcada por crimes audaciosos e falsas identidades, permanece registrada na memória da mídia e da cultura popular brasileira.

Com informações do O Tempo