Dois homens foram presos suspeitos de aplicarem um golpe via pagamento de pix para conseguirem produtos de forma ilícita, no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, na madrugada desta terça-feira (6). 

O caso foi descoberto depois que dois motoristas de aplicativo procuraram a base da Polícia Militar e relataram que desconfiaram da entrega de produtos. Os vendedores relataram que o valor do pix não tinha caído e os compradores insistiam que logo cairia. 

O primeiro motorista contou que foi buscar um videogame Xbox no bairro Juliana, região Norte de BH, e levou para a Pampulha. Quando chegou para entregar o produto, o vendedor ligou para ele e pediu que não fizesse a entrega, já que o pix com o valor do vídeo game não tinha caído.

O homem que ia receber o produto insistiu para que a entrega fosse feita. Ele disse que era policial militar e que iria prender o motorista de aplicativo e o vendedor. O motorista de aplicativo não fez a entrega e foi para a base da Polícia Militar.

Enquanto ele relatava o ocorrido, um outro motorista de aplicativo chegou ao local e contou sobre o mesmo problema, no mesmo endereço de entrega no bairro Ouro Preto. Ele disse aos militares que foi até o bairro Lagoinha, região Noroeste da capital, e buscou dois compactadores de terra. Segundo ele, o vendedor disse que o valor do pix ainda não tinha caído, mas que ele poderia confiar que iria cair. Também disse que era policial militar. 

O motorista do aplicativo saiu com a mercadoria para fazer a entrega, mas desconfiou do caso e resolveu ir a base da Polícia. Os militares foram até o local da entrega e encontraram dois homens de 20 e 27 anos que receberiam a encomenda. Eles disseram que receberam R$ 250 para pegar as mercadorias e que não eram responsáveis pela transferência. 

Eles apontaram um terceiro suspeito, de 33 anos, que seria quem faria os pagamentos. Os militares foram até a casa dele, mas não o encontraram. O homem cumpre prisão domiciliar. 

Os policiais entraram em contato com o dono do Xbox e o aparelho foi devolvido. O vendedor do compactador também foi acionado, mas ele disse não ter vendido o produto. O que levou a polícia a desconfiar que os compactadores podem ser roubados, já que o motorista do Uber mostrou que pegou a mercadoria com esse vendedor. 

Os três suspeitos do crime, sendo que dois deles foram presos, têm várias passagens policiais por crimes como receptação, desobediência, furto, roubo, falsificação e posse de arma de fogo. 

A ocorrência foi levada para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil (Deplan 4), na região Noroeste de Belo Horizonte, bem como os dois presos e os compactadores apreendidos. O terceiro suspeito não foi encontrado. A Polícia Civil vai investigar o caso. 

Fonte: O Tempo Online

 

 

 

 

 

 

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