Da palestra proferida na reunião do Legislativo na segunda feira (12) pelo secretário de Gestão Ambiental, Leyser Rodrigues, restou a quem assistiu a certeza de que o prefeito Eugênio Vilela, embora com algum atraso, tenha acertado na mosca quando o convidou para dirigir a importante pasta.
Se em 2017 e 2018, a população teve a percepção de que a cidade regredira nos quesitos diretamente ligados à secretaria, agora, em 2019, a impressão que se tem é a de que os erros havidos na gestão dessa vital área estão sendo e serão corrigidos a tempo de, ao final deste mandato, o prefeito poder apresentar à população um saldo de atuação, no mínimo, positivo.
Competência e vontade não faltam à Leyser e isto é notório no entusiasmo que a equipe herdada por ele demonstra publicamente na realização das tarefas diárias que lhe são impostas.
Se a vontade política da administração de fato se fizer presente, disponibilizando verbas, ainda que escassas, para o atendimento das questões que a secretaria diariamente tem que enfrentar e cumprir, certamente a população formiguense, em breve, sentirá os resultados positivos das ações, finalmente propostas. Estas, que são fruto de um planejamento bem elaborado e capaz de definir as prioridades que levem em conta o bem-estar almejado por todos nós, em especial, no que concerne à limpeza urbana, aos cuidados com o meio ambiente e a uma oferta de serviços capaz de nos motivar a abraçarmos a causa ambiental e o zelo necessário à preservação do patrimônio público.
O Plano de Metas que o secretário apresentou aos edis, já em andamento e que ele mesmo chamou de 100 dias úteis dentro destes primeiros seis meses em que esteve à frente da Gestão Ambiental, nos faz acreditar que, finalmente, a postura do governo, como desejado, está sim, diferenciada.
Ao contrário do que ocorreu em passado não muito remoto, tudo indica que desta feita, a Câmara também será parceira na implementação das políticas desta área, inclusive das que apresentem resultados a longo prazo.
Assim, assegura-se que as ações planejadas não mais serão cerceadas ou limitadas ao espaço de tempo que define um só governo. Ao contrário, elas serão implementadas tendo como foco principal o interesse público e vigorarão mesmo que exijam longo prazo para sua efetivação ou obtenção de resultados palpáveis. Exemplificando, lembramos que: “o simples sacrifício de uma árvore com a substituição por outra mais adequada para ser cultivada em área pública, não pode e nem deve se dar dentro dos limites de um tempo curto, até que produza a sombra desejada”.
Acreditamos que agora, este governo conseguirá agir e aproveitar o tempo de mandato que lhe resta, colocando em prática muito daquilo que o secretário mostrou na Câmara, tendo em vista, a obtenção de resultados mais perenes na área ambiental.
Para isto, lembramos que é hora de serem canceladas leis absurdas que no passado, embora aprovadas pelo Legislativo, tiveram o condão de impedirem que o município, por exemplo, se valesse de mão de obra carcerária para a execução de determinados serviços como, capina ou varrição, os quais já vinha há tempos ocorrendo em várias cidades como no sul de Minas, isto a custos financeiros reduzidos e beneficiando encarcerados, já que, de certa forma, lhes dava a oportunidade de se inserirem no meio social. E Formiga, mais uma vez, perdeu o bonde da história.
Outra aberração é a lei municipal que impede o município de receber, resíduos (lixo) produzidos em outros municípios. Esta tal e qual a anteriormente citada, também deve ser revogada. Sem isto, é provável que a tentativa de se dar fim aos resíduos oriundos da construção civil local transformando-os após britagem, em excelente material para cobertura de pavimentos em estradas rurais, ou em tijolos de qualidade e a baixíssimo custo, meio fios ou blocos de pavimento, não será possível de ser concretizada conforme idealiza o secretário.
Aliás, reiteramos que aqui já se tentou fazer o mesmo quando a malsinada lei acabou sendo aprovada. É claro que naquele momento a vontade política se sobrepôs aos interesses da comunidade, mas…
Que o secretário se valha agora do apoio que a Câmara parece disposta a lhe dar e então, providencie a revogação da lei, pois, tanto antes como agora, todos sabem que o volume de entulho produzido no município, por si só, inviabiliza a operação projetada. Formiga tem sim que receber a “matéria prima” gerada nos municípios vizinhos.
Acreditamos que os vereadores entenderam bem a postura do secretário Leyser que demonstra que está mais para estadista do que para político. Conforme ele mesmo afirmou, para gerir o meio ambiente, pensa também em adotar soluções de médio e longo prazos, colocando em primeiro lugar o interesse da coletividade, não os de determinados grupos políticos, sejam eles favoráveis ou contrários à administração municipal.
Assim sendo e ao mesmo tempo aplaudindo a postura do senhor secretário, permitimo-nos plagiar Henry Kissinger, quando disse: “O dever de um estadista é fazer a ponte entre a experiência e a visão, é revolver a complexidade, e não, contemplá-la”.
Concordando, temos a certeza de que um “doutor secretário”, possuidor de um currículo invejável, também sabe que é dever dele manter-se firme na conduta proposta, o que, aliás, deixou claro em sua apresentação, quando afirmou em alto e bom som, ser esta a sua inarredável convicção.

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