Josef Fritzl admitiu ter construído o calabouço e ter trancado em seu interior a filha e três filhos dela. Porém, não admitiu o incesto, declarou o porta-voz da promotoria austríaca, Gerhard Sedlacek. Porém, no prosseguimento do interrogatório, acabou por admitir que abusava sexualmente da filha.
O interrogatório prossegue nesta segunda-feira e pode se prolongar por vários dias.
Fritzl foi detido no último domingo e será levado à presença de um juiz esta noite, segundo Sedlacek.
A existência da mulher, identificada pela polícia como Elisabeth F. foi descoberta depois que uma de suas filhas ficou seriamente doente e teve que ser levada a um hospital, na semana passada.
Elisabeth F. era tida como desaparecida desde 1984. Na época chegou-se a levantar a hipótese de que ela teria sido seqüestrada por uma seita.
As informações são de que a filha de Elisabeth teria levado consigo uma carta da mãe, o que teria levado a polícia a iniciar buscas, inclusive na casa do suspeito, onde ela foi encontrada no sábado.
Tanto a jovem como a mãe, que supostamente foi vítima de abusos, estão recebendo tratamento médico. A polícia continua a investigação.
A polícia agora espera realizar exames de DNA para determinar se Josef F. é o pai dos filhos de Elisabeth.
Josef F. foi preso sob suspeita de incesto e de manter sua filha em cativeiro e não há informações sobre o paradeiro de sua mulher, mãe de Elisabeth.
O caso é semelhante ao da jovem Natasha Kampusch, que em 2006 conseguiu escapar de seu captor depois de ter passado oito anos trancada no porão de uma casa em um subúrbio de Viena, onde também sofreu abusos sexuais.
Kampusch foi seqüestrada aos 10 anos de idade, quando voltava da escola em 1998, e mantida em um pequeno porão, sem janelas, sob a garagem da casa de seu captor, Wolfgang Priklopil, no subúrbio de Viena.

Atualizada às 10:41

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