O Palmeiras viveu uma terça-feira (20) amarga no Campeonato Paulista. A equipe comandada por Abel Ferreira foi derrotada por 4 a 0 pelo Novorizontino, no estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, pela quarta rodada da competição. A goleada desencadeou protestos de torcedores e críticas abertas à diretoria, ao técnico e aos jogadores.
A derrota foi a maior do Verdão desde 2015, ano em que o clube perdeu por 5 a 1 para a Chapecoense. Nas arquibancadas e nos muros do Allianz Parque, os palmeirenses registraram frases como: “2025 de novo”, “Cadê o planejamento?”, “Time sem vergonha”, “SPAlmeiras”, “Abel, acabou a magia?” e “Leila, seu negócio é roubar”.
Após o jogo, o lateral-esquerdo Piquerez demonstrou abatimento e pediu desculpas à torcida. Em entrevista à TNT Sports, o jogador admitiu que a equipe entrou em campo “com medo” e que ninguém queria assumir a responsabilidade. “As primeiras palavras que vêm na minha cabeça é pedir desculpas ao torcedor. A verdade foi uma vergonha o que aconteceu. Um time totalmente desconhecido dentro do campo. Jogamos com medo, ninguém queria pegar a bola”, declarou.
O técnico Abel Ferreira considerou a goleada um “golpe duro” e reconheceu a falta de mobilização e competitividade do time. “A minha maior derrota desde que estou aqui. Quando somos uma equipe competitiva, estamos preparados para ganhar de qualquer equipe do mundo. Quando não competimos, como hoje, nem nos mobilizamos, podemos perder para uma equipe de quinta divisão”, avaliou.
O Palmeiras terá pouco tempo para reagir. O próximo compromisso será no sábado (24), em clássico contra o São Paulo, na Arena Barueri, pela quinta rodada do Paulistão. Na sequência, o time estreia no Campeonato Brasileiro, enfrentando o Atlético na quarta-feira (28), na Arena MRV. O clube agora busca se recuperar do revés histórico e reconquistar a confiança da torcida.
Com informações do Itatiaia








