A demora na vacinação contra o coronavírus em grande parte do mundo, especialmente no Brasil, tem gerado mutações do vírus mais mortífera e, às vezes, as vacinas são ineficazes para combater essas novas variantes.

Apesar de ter sido disponibilizada em um lapso de tempo pequeno, a vacina do coronavírus ainda teve de ser produzida, adquirida, distribuída e aplicada. O lapso de tempo entre o desenvolvimento até a aplicação tem sido um período de aumento do número de mortes. No mundo ideal, deveríamos já ter vacinado as pessoas com a primeira versão da vacina e ter iniciado a aplicação de novas versões para combater as novas variantes.

Em meio a tudo isso, o Brasil é o epicentro atual da pandemia, com recordes diários do número de mortes e o desenvolvimento de novas variantes do vírus.

No dia 05.04, o Jornal Washington Post, publicou o artigo intitulado “Brazil has become South America’s superspreader event” alertando para a variante P.1 do Brasil e considera isso não ser um problema apenas do Brasil, mas também do mundo. Essa nova variante tem sido mais mortífera e gerado o colapso do sistema hospitalar, inclusive contra os jovens, ela se propagou pela América Latina, sendo detectada no Peru, Paraguai, Colômbia, Argentina, Venezuela e Chile.

Tardiamente, países da América Latina têm fechado as fronteiras com o Brasil para evitar serem afetados.

O caos sanitário nos países da América Latina é seguido de crises econômicas, desemprego, perda de renda e desaquecimento da economia.

Sem vacina na velocidade necessária para o combate do vírus, ele mantém sua rota de propagação, com a geração de novas variantes mais mortíferas.

Em janeiro de 2021 tivemos o agravamento da pandemia no Amazonas, onde pessoas morreram asfixiadas por falta de oxigênio, médicos faziam ventilação manual, a rede de saúde saturou. Houve um esforço para ajudar e chegou o oxigênio de diversas regiões do Brasil e do governo da Venezuela. Hoje, reconhecemos que deveríamos ter sido mais prudentes e adotar medida extrema de fechamento das fronteiras do Estado do Amazonas para, dessa forma, evitar a propagação da nova variante do vírus para o restante do país.

Os resultados do conjunto de nossas omissões acarretaram a proliferação do vírus e de suas novas variantes para todo o Brasil. Dessa forma, todos os Estados do Brasil têm um quadro caótico parecido ao do Estado do Amazonas, em janeiro último, com saturação hospitalar, necessidade de gerenciamento dos estoques de oxigênio e de medicamentos, recordes diários do número de mortes, esgotamento da capacidade física e psicológica dos profissionais da saúde.

O caos sanitário tem saturado a saúde e tem desestabilizado a economia. Todas as ações executadas foram insuficientes para controlar a pandemia e, por enquanto, estamos sem previsão do fim da tragédia humanitária, a qual ceifa milhares de vidas diariamente.

Euler Antônio Vespúcio – advogado tributarista

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