A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu a investigação sobre a morte de um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), de 39 anos, ocorrida em 4 de março deste ano, em Campo Belo. Segundo o inquérito, o homicídio foi planejado e executado por integrantes de uma organização criminosa como forma de retaliação à atuação do militar no combate ao tráfico de drogas na região.
As investigações começaram imediatamente após o crime. As equipes da PCMG realizaram trabalhos no local do homicídio, analisaram imagens de câmeras de segurança, extraíram dados de aparelhos celulares e ouviram testemunhas.
Conforme apurado pela polícia, o crime foi articulado após integrantes do grupo criminoso monitorarem a rotina do sargento. Nos dias anteriores ao homicídio, os envolvidos teriam acompanhado os deslocamentos da vítima e levantado informações sobre as rotas utilizadas por ela.
Na véspera do crime, uma equipe da PMMG realizou o monitoramento de um imóvel onde um dos investigados estaria escondido. A aproximação dos policiais foi registrada por câmeras de segurança e, de acordo com a investigação, teria motivado a determinação para a execução do sargento.
No dia 4 de março, os envolvidos utilizaram uma motocicleta para chegar ao local onde o militar estava. Segundo a investigação, um dos suspeitos teria efetuado os disparos utilizando uma pistola calibre 9 milímetros.
Outro investigado teria sido responsável por pilotar a motocicleta, enquanto os demais teriam prestado suporte e participado do monitoramento prévio da vítima.
O suspeito apontado como executor morreu no mesmo dia, após um confronto com policiais militares.
Durante as ações relacionadas ao crime, foram apreendidos uma pistola calibre 9 milímetros, munições, um revólver calibre .38 e aparelhos celulares.
Ao final da investigação, cinco pessoas foram apontadas pela participação no homicídio qualificado, cometido mediante emboscada e contra agente de segurança pública.
De acordo com o inquérito, um dos investigados foi apontado como mandante, outro como executor e os demais como participantes da ação. Entre as funções atribuídas estão a de piloto da motocicleta e a participação no monitoramento da vítima.
A investigação também identificou a participação de integrantes do grupo em outros crimes.
Com informações da @rádiovidafmcb






