A equipe de professores e estudantes de pós-graduação da UFMG que compõe a única pesquisa brasileira na Antártica na área de ciências humanas já se encontra na ilha de Livingston, onde ficará por 25 dias.
Os pesquisadores partiram de Punta Arenas, no Chile, na madrugada do dia 2 de janeiro, rumo a Antártica, com objetivo de identificar as estratégias humanas de ocupação do território antártico a partir do século 18.
Essas constatações serão feitas a partir de pesquisas arqueológicas e antropológicas. A equipe viajou a bordo do navio Almirante Maximiano, da Marinha Brasileira. O grupo está sendo coordenado pelo professor Andrés Zarankin.
Uma aluna do mestrado em antropologia da instituição está enviando relatos e fotos sobre a expedição.
O grupo, que é financiado pela CNPq e pela Fapemig, vai escavar dois sítios arqueológicos na costa norte da Península de Byers.
Essa é a segunda vez que uma equipe da UFMG viaja ao continente. Na primeira expedição, realizada no início de 2010 na porção a oeste da costa sul da mesma península, os pesquisadores escavaram dois sítios arqueológicos (Sealer 3 e Sealer 4), identificaram um novo sítio (Praia Sul 2) e avaliaram as condições de preservação de vários sítios descobertos em expedições anteriores. Ao mesmo tempo, os antropólogos do projeto coletaram dados em campo em parceria com especialistas em etnografia antártica.
Todo aparato de segurança está sendo oferecido ao grupo. O retorno a Belo Horizonte está previsto para 15 de fevereiro.
Formiga
Pesquisadores da UFMG iniciam trabalho de campo na Antártica
- por Últimas Notícias
- 11/01/2011 - 18:09








