As ilhas do litoral da Amazônia são bem agitadas. Elas mudam de forma e trocam de lugar. Algumas desaparecem por um tempo e depois surgem outra vez. São faixas estreitas e baixas de areia que crescem e ganham vegetação. Muitas vezes recebem uma floresta densa. São as chamadas ilhas barreira. Elas ficam ao longo da costa e recebem em cheio a força das ondas. O impacto do mar altera suas formas constantemente. Ali, as marés chegam a sete metros, aumentando a dinâmica das ilhas.
A imagem acima, feita por um satélite da Nasa, agência espacial americana, mostra um grupo dessas ilhas barreira entre a foz do rio Amazonas e São Luiz, no Maranhão. Elas fazem parte de um novo levantamento global das ilhas barreira, feito por Matthew Stutz, do Meredith College e Orrin Pilkey, da Universidade Duke. Os pesquisadores identificaram 657 novas ilhas barreira, cuja existência era desconhecida nas cartas de navegação e nos mapas topográficos. No total, os pesquisadores contaram 2.149 ilhas barreira.
O Brasil tem a maior extensão de costa com esse tipo de ilha. São 54 ilhas ao longo de um trecho de 571 quilômetros no litoral da Amazônia. É uma riqueza natural ainda pouco conhecida inclusive pelos brasileiros. Com a elevação do nível do mar causada pelo aquecimento global, boa parte dessas ilhas deve desaparecer.

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