Policial

PF investiga desvio de R$ 1,2 milhão que afetou merenda escolar em São Gonçalo do Rio Abaixo

Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (10), a operação “Raiz do Problema”, para apurar um esquema de desvio de recursos públicos em uma escola estadual de São Gonçalo do Rio Abaixo, na região Central de Minas Gerais. A ação, que cumpre mandados de busca e apreensão, investiga suspeitas de peculato e irregularidades na gestão da Caixa Escolar. Segundo a PF, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 1,2 milhão em verbas federais e estaduais.

Denúncia e início das investigações

A investigação começou após a denúncia de que cheques emitidos para a compra de notebooks foram devolvidos por falta de fundos. Uma auditoria da Superintendência Regional de Ensino (SRE) identificou retiradas de recursos da Caixa Escolar sem comprovação de gastos.

Apurações posteriores da PF mostraram que parte das verbas foi transferida para contas pessoais e para empresas que não prestaram qualquer tipo de conta. Em visitas aos endereços dessas empresas, os agentes encontraram locais fechados ou sem sinais de funcionamento regular.

O desvio afetou diretamente a rotina da escola e a alimentação dos alunos. A situação se tornou tão crítica que a prefeitura do município precisou doar alimentos para evitar desabastecimento temporário. Em uma das contas destinadas à merenda escolar, os auditores apontaram mais de R$ 152 mil em despesas sem comprovação.

A reprovação das contas referentes a 2023 também coloca em risco a continuidade dos repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no próximo ano.

Esquema de transferências e manipulação do sistema

A PF detalhou como os recursos eram desviados. Cerca de R$ 107,5 mil foram transferidos para a namorada do investigado. Também foram identificadas notas fiscais frias, no valor de R$ 5 mil, supostamente referentes à manutenção de computadores. Um laudo técnico concluiu que os equipamentos estavam em condições de sucata e eram inservíveis.

Além disso, o investigado teria bloqueado o acesso ao sistema financeiro da Caixa Escolar e esvaziado as contas remanescentes logo após a visita de uma comissão que apurava as irregularidades.

Com prejuízo superior a R$ 1,2 milhão e impacto direto sobre serviços essenciais, como a merenda escolar, a investigação segue para aprofundar a responsabilidade pelos desvios e garantir o ressarcimento aos cofres públicos. A PF continua colhendo provas para esclarecer a totalidade do esquema e seus beneficiários.

Com informações do Hoje em Dia