Uma reportagem do jornal O Tempo apontou que algumas cidades de Minas Gerais teriam aplicado doses trocadas das vacinas contra o coronavírus.

Segundo a publicação, isso teria ocorrido em pelo menos 62 cidades da região.  Os municípios de Piumhi, Pains, Capitólio, Iguatama, Bambuí, Candeias, Santo Antônio do Monte, São José da Barra, Passos, São Sebastião do Paraíso e Itaú de Minas, são algumas das cidades que aparecem na reportagem e que teriam aplicado doses trocadas das vacinas.

Segundo O Tempo, cerca de 2,5 mil pessoas teriam recebido, de maneira equivocada, doses de fabricantes diferentes do imunizante entre a 1ª e a 2ª aplicação, em 423 cidades do estado.

De acordo com o protocolo do Plano Nacional de Imunização, o cidadão deve receber o imunizante disponível no momento da convocação por grupo de prioridade, independente do fabricante e sem a opção de escolha. Mas a segunda aplicação precisa obrigatoriamente ser da mesma marca, pois as vacinas são fabricadas com tecnologias distintas.

O que dizem a SES-MG e o Ministério da Saúde

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) informou que, até sexta-feira (23), havia recebido das Prefeituras mineiras as notificações formais de 68 ocorrências de pessoas vacinadas com duas doses diferentes.

A secretaria afirmou que, em tese, a possível falta de notificações não deveria comprometer a oferta de imunizantes para as pessoas que necessitem refazer a aplicação com a dose correta, pois o Ministério da Saúde levaria esses casos em conta ao distribuir as novas remessas aos estados.

O Ministério da Saúde, no entanto, informa ter recebido somente 481 notificações em todo o Brasil até a semana passada e que agora cabe aos estados e municípios acompanhar esses pacientes por 30 dias.

Piumhi

A Secretária de Saúde de Piumhi, Rosângela Terra, nega que qualquer pessoa possa ter sido vacinada com imunizantes de laboratórios diferentes no município.

De acordo com a coordenadora de Imunização da Superintendência Regional de Saúde de Passos, Sueli Veloso, a Superintendência não reconhece a informação, pois a análise não foi realizada por nenhuma das instituições gestoras da saúde (distrital, municipal, regional, estadual nem federal) e o analista e jornal, não fizeram envio das informações que permitam uma avaliação técnica, precisa e verdadeira.

A coordenadora explica que o veículo de comunicação não esclarece qual foi a metodologia adotada e nem como conseguiram chegar à conclusão que subsidiou a elaboração da matéria jornalística sem conseguir dados de identificação individual e que somente o jornal O Tempo poderá responder questionamentos relacionados ao que afirmam na matéria.

Fonte: O Tempo e 104FM

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