Com a proposta de emenda à Constituição (PEC) 336/2009, aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados, o número mínimo de vereadores passa de sete para nove em todas as cidades com até 15 mil habitantes. Acima de oito milhões de habitantes, as cidades teriam no máximo 55 vereadores. Em abril de 2004, uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia cortado mais de oito mil vagas nas câmaras municipais.
Se a PEC entrar em vigor, o número de vereadores do país passaria dos atuais 51.988 para 59.611, ou seja, mais 7.623 vereadores. Somente em São Paulo, seriam 1.220 novas cadeiras, Minas Gerais, mais 854, e a Bahia passaria a contar com mais 710 cargos, segundo dados de levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Segundo a confederação, apesar de implicar no aumento do número de vereadores, a proposta tem o efeito prático de reduzir o teto dos gastos anuais das câmaras municipais em relação aos valores repassados pelas prefeituras. Os que defendem a medida usam a redução de custo em defesa da proposta, pois a PEC limita em 7,5% do orçamento das cidades com até 100 mil habitantes e, acima dos 500 mil habitantes, o limite será de 4,5%.
Os que são contrários alegam que haverá aumento de gastos por causa da contratação de mais assessores, mais funcionários, além de ampliação de instalações das câmaras.

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