Venceu na terça-feira (31), o prazo estabelecido pela Prefeitura e combinado com a Câmara Municipal para a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Esse foi um, de uma dezena de prazos não cumpridos por esta administração para colocar a UPA em funcionamento. Enquanto isso, as verbas para concluir a obra e equipar a UPA já chegaram.

No dia 5 de fevereiro, Moacir Ribeiro convocou uma extraordinária, quando foram votados e aprovados dois projetos de lei que previam repasses de R$ 248 mil para a conclusão das obras e compra de equipamentos para a UPA e de R$ 1,7 milhão que seriam investidos na aquisição de material para a unidade e ainda, na construção da Unidade Básica de Saúde do bairro Geraldo Veloso, aquisição de aparelho de mamografia, entre outros itens relacionados à saúde.

Quase dois meses se passaram e o prédio que deveria abrigar a UPA, tem servido, no máximo, como estacionamento, enquanto a estrutura vai se deteriorando sem jamais ter tido utilidade.

Sobre o novo atraso e a inclusão de inauguração da UPA até o fim de março, na lista de promessas não cumpridas pela gestão de Moacir Ribeiro, não foram enviadas notas da Prefeitura para dar explicações ou agendar uma nova data para inauguração.

Enquanto isso, continuam frequentes as reclamações sobre atendimento no Pronto Atendimento Municipal (PAM).

No fim da tarde de terça-feira (31), cerca de 50 pacientes aguardavam no lado de fora do PAM. O problema, segundo um dos médicos plantonistas, ocorreu após atendimentos complexos e demorados na parte da manhã, quando quatro pacientes chegaram ao local com parada cardiorrespiratória, sendo que dois deles foram a óbito e dois foram transferidos.

Ainda na manhã de terça-feira, foram atendidos dois casos de infarto, cujos pacientes precisaram ser transferidos para o CTI de Lagoa da Prata, uma vez que, como já foi amplamente divulgado, a UTI adulto da Santa Casa já não estava recebendo pacientes.

Com todos esses casos, as fichas de atendimento se acumularam, ficando 54 pessoas para serem atendidas no período da tarde. Deste total, 48 foram atendidas no Pronto Atendimento e 6 foram transferidas para o ambulatório da dengue, por apresentarem sintomas da doença.

Segundo o plantonista, hoje há uma sobrecarga de atendimento de 200 a 300 atendimentos por plantão de doze horas.

Dengue

Tantos problemas no setor de atendimento de urgências e emergências estão ocorrendo no mesmo período em que Formiga vive uma escalada nos casos de dengue. De acordo com informações de um dos plantonistas do PAM, nas últimas semanas, de cada 100 atendimentos realizados, 80 são de pessoas com sintomas da doença.

Apesar das constantes notas enviadas pela Prefeitura garantindo que o trabalho dos agentes de endemias estão sendo realizados a contento, segundo dados divulgados pela própria administração, por dia, estão sendo registrados na cidade, 40 novos casos suspeitos da doença que, em casos mais graves, pode levar à morte.

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