Um mês após o jornal Nova Imprensa veicular matéria referente ao aumento de cães nas ruas do município, publicada na edição 883 do dia 17 de janeiro, nada mudou. A insatisfação por parte da população, com a grande quantidade de cães que, atualmente, estão abandonados pelas ruas da cidade, em especial nas do centro de Formiga, coantinua.
Diariamente, a equipe do jornal recebe reclamações e muitos garantem que o número de cães abandonados, de um mês para cá, aumentou principalmente nas áreas centrais da cidade.
Para confirmar as reclamações foi fácil. Não só cães foram flagrados andando em bando pelo Centro, como também vários gatos foram fotografados por nossa equipe. Na rua Professor Joaquim Rodarte, na segunda-feira (10) quem passou pela via teve a desagradável visão de um felino atropelado e jogado no canto da calçada. O mau cheiro do animal tomou conta da via.
Nos caso dos cães, os atropelamentos se devem ao fato dos animais correrem atrás dos carros e/ou atacar os motociclistas. Além dos animais serem vítimas de atropelamentos, eles colocam em risco o trânsito da cidade, principalmente, para os motociclistas que quando desviam dos cães podem desequilibrar e cair das motos.
Na rua Padre Remaclo Fóxius e nas ruas adjacentes do bairro Centenário, há animais agressivos que atacam uns aos outros e pessoas que passam pelas ruas. ?Isso não é de hoje. Esses animais ficam na casa de um homem que tem problemas mentais e mora aqui por perto. Eles não são alimentados e ficam agressivos. A vigilância sanitária, a tv da cidade, o Ministério Público, a Polícia, todos foram acionados e nada acontece. Os animais ainda avançam nos carros e motos e já aconteceu acidente?, contou uma moradora que reclamava do problema quando nossa equipe esteve no local.
De acordo com informações obtidas, em 2012 foram castrados em ações promovidas pela municipalidade ? convênio Apaf/Codevida/Arpa II, mais de 700 cães e gatos (em aproximadamente 8 meses), já em 2013, durante todo o ano, o número caiu para algo em torno de 300 castrações, ou seja, em 12 meses, as castrações foram reduzidas para menos da metade do serviço realizado em oito meses, no ano anterior. Já nesse ano, as castrações nem foram iniciadas, ao contrário do que a Secretaria de Comunicação afirma em nota.
Isto é preocupante, já que o número de animais nas vias públicas vem aumentando, consideravelmente, e dentre estes, destaca-se o aumento de filhotes. A castração é a melhor maneira de fazer o controle populacional de cães, ainda que a longo prazo.
O que resta para as pessoas que se solidarizam com a situação dos animais é alimentá-los. Em frente a muitas casas no Centro e em bairros, populares deixam nas calçadas vasilhas com ração e água. Com isso, esses animais vão sobrevivendo.
Nas redes sociais, principalmente nas páginas das ONG’s, que se dedicam aos cuidados com os animais, campanhas são feitas para que as pessoas ajudem, alimentando e cuidando dos animais abandonados, principalmente dos filhotes, até que eles sejam adotados.
A redação entrou em contato com a Prefeitura e a resposta referente ao balanço das castrações realizadas no Codevida, uma vez que, não está tendo eficácia na proposta de castração e o que será feito com esses animais, em especial os que estão atacando as pessoas pela cidade e a divulgação do alerta de extermínio, foi a seguinte:
?Não existe nenhum projeto de sacrificar animais sadios abandonados nas ruas do município.
No Codevida, só são sacrificados animais atropelados sem chance de sobrevida, animais com leishmaniose comprovada por exames ou outras doenças incuráveis depois de parecer feito por médico veterinário.
A castração de cães e gatos de rua continua, mas é insuficiente para a diminuição desses animais, haja vista que a população tem abandonado nas ruas um número cada vez maior de caninos e felinos bem como seus filhotes?.

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