Formiga

Por estar fora da área de contágio, Formiga não realizará campanha contra a febre amarela

foto: Pexels

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A febre amarela em Minas Gerais continua preocupando. Até quarta-feira (25), o número de casos suspeitos chegava a quase 500. Os municípios com notificação da moléstia já são 48. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) afirmou, no mesmo dia, que as mortes continuavam em 38. Porém, aumentou os óbitos investigados, de 45 para 58.

Dados da SES mostram um aumento de 23,4% no número de casos notificados em relação ao balanço divulgado na terça-feira (24). Os dados passaram de 393 para 485. Do total, 67 casos foram confirmados. Outros 19 foram descartados.

Apesar do foco da doença estar concentrado nas regiões Leste e Nordeste de Minas, nas cidades localizadas nos vales do Rio Doce e Mucuri e na Zona da Mata, há casos confirmados e suspeitos da doença em outras áreas de MG (Norte e Sul) e até em outros estados.

Não tão distante de Formiga, municípios da região Centro-Oeste estão em alerta, reforçaram as ações e realizam campanhas de vacinação como Bom Despacho e Carmo do Cajuru. Em Córrego Fundo a Secretaria de Saúde iniciou uma Campanha de Vacinação contra a doença nesta semana.

Em Formiga, as ações não serão reforçadas. Segundo a coordenadora de epidemiologia, da Secretaria Saúde, Ana Dalva da Costa, o município já está seguindo as orientações repassadas pela Superintendência Regional de Saúde, além disso, Ana Dalva ressaltou que a cidade continua fora da área de risco de contágio.

O Últimas Notícias entrou em contato com a Prefeitura para obter informações sobre as ações, sobre o número de pessoas imunizadas e controle da vacinação, mas nada foi repassado.

Em alguns postos da cidade, a vacina está em falta, como é o caso da unidade Areias Brancas. Segundo a atendente, as vacinas acabaram e estão aguardando uma nova remessa, mas ela não soube precisar a data. Em outros postos, como a unidade Abílio Coutinho, a sala de vacinação está funcionando apenas na parte da manhã.

Outras regiões de MG

Em Januária, no Norte de Minas, um homem de 40 anos faleceu dois dias após chegar a Brasília, no dia 16 deste mês e no Sul de Minas, em Delfinópolis um homem de 52 anos foi o primeiro caso de vítima da febre amarela na região. Ainda são investigados outros dois casos na cidade: o de um homem de São Paulo/SP, que visitou o município, e o de uma mulher de 47 anos, que morreu em Paulínia (SP). Segundo a família, a moradora de Paulínia também esteve na cidade sulmineira a passeio.

Belo Horizonte passou a integrar a lista de municípios com rumor de epizootia (morte de macacos), indicativo da febre amarela, de acordo com balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Isso significa que houve notificação de morte do primata na cidade, mas que não foi possível coletar material para investigar a causa do óbito.

A SES não informou quantos macacos morreram na capital. BH não tem casos suspeitos de febre amarela.

Casos também foram registrados no Espírito Santo, Bahia, Goiás e Mato Grosso, onde foi registrado o aparecimento de macacos mortos. Por prevenção os Estados estão reforçando as ações contra a febre amarela.

Com 73 registros, o país tem o maior surto da doença desde 2000 quando foram regitrados 85 casos.

 

 

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Fonte: Com portais||