O reitor do Centro Universitário de Formiga (Unifor), Marco Antonio de Sousa Leão, recebeu durante o ?Café com o Reitor? a promotora de Justiça, Luciana Imaculada de Paula, representantes do Conselho Diretor da Fundação Educacional Comunitária Formiguense (Fuom); coordenadores de cursos e professores da instituição de ensino; autoridades municipais e representantes da Associação dos Moradores do Bairro Ouro Verde e da região da Lagoa Grande.
O Projeto ?Café com o Reitor? tem como objetivo aproximar o reitor do Unifor aos colaboradores e parceiros da instituição, por meio de uma reunião informal.
Durante o encontro, foram discutidas a implantação de projetos ambientais em Formiga, dentre elas: a recuperação de uma área urbana degrada, localizada no bairro Ouro Verde e outro projeto de recuperação da Lagoa Grande, localizada na área rural, junto à comunidade Fazenda Velha. O evento foi realizado na terça-feira (12).
Ouro Verde
De acordo com a promotora de Justiça, a iniciativa em recuperar a área urbana partiu da própria comunidade, representada por duas componentes da associação dos moradores da região, egressas do curso de ciências biológicas do Unifor.
O coordenador do curso de engenharia ambiental, Leyser Rodrigues de Oliveira, apresentou uma breve análise do problema ambiental do bairro. Ele explicou que a área degradada, de aproximadamente 13.200 metros quadrados, compreende uma voçoroca, fenômeno que consiste na formação de grandes erosões, em função da frágil estrutura e declividade dos solos, tornando-o suscetível ao carreamento das partículas.
Lagoa Grande
A Lagoa Grande é outro local que despertou preocupações. Segundo a promotora Luciana Imaculada, há muito tempo se estuda uma maneira de regulamentar a extração de areia no leito do Rio Pouso Alegre, em Formiga.
Conforme um estudo feito pelo professor Anísio Cláudio Rios Fonseca, especialista em solos e meio ambiente e perito da Promotoria, o cenário de degradação ambiental constatado na Lagoa Grande ocorreu pela extração predatória de areia do Rio Pouso Alegre, o que causou o rebaixamento do seu nível, forçando a drenagem das lagoas anexas. Anísio e Leyser também verificaram que a ausência das matas ciliares e a alta permeabilidade dos solos da região são fatores que interferem nos projetos de recomposição da área.
Unifor e Ministério Público
Os dois problemas ambientais foram apresentados pelo Ministério Público, representado pela promotora Luciana. Segundo ela, a instituição age como um agregador de parceiros. Nesse sentido, pediu o apoio do Centro Universitário para contribuição técnica no desenvolvimento dos projetos de recuperação e cronogramas de ação. Os investimentos serão implantados com recursos da Associação Regional de Proteção Ambiental (ARPA II), com sede em Divinópolis, que atua como administradora de verbas oriundas de medidas compensatórias e prestações pecuniárias relativas a questões ambientais.
O Unifor-MG, na ocasião, firmou o compromisso da parceria, que envolverá professores capacitados e acadêmicos dos cursos de engenharia ambiental, ciências biológicas e arquitetura e urbanismo.
Participaram da reunião e apresentaram suas considerações os professores Leyser, Valério Tadeu Assis (coordenador dos cursos de arquitetura e urbanismo e engenharia civil), Lilia Rosário (coordenadora dos cursos de ciências biológicas e química), Anísio, responsáveis pelo projeto, e o presidente da ARPA II, Rafael Baía Capanema, que irá custear a execução dos projetos.

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