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Projeto cria 10 mil vagas no ensino público

O governo de Minas enviou nesta segunda-feira (8), à Assembleia Legislativa um projeto de lei que visa à estadualização de sete fundações ligadas à Universidade de Minas Gerais (Uemg). Se aprovado, a promessa é de criação de cerca de 10 mil vagas no ensino público mineiro até o fim do ano que vem – hoje, mesmo não sendo uma escola particular, os alunos pagam mensalidades.
As instituições que poderão ser absorvidas estão nas cidades de Campanha, Carangola e Diamantina, que seriam incorporadas até o fim deste ano, além de fundações em Divinópolis, Ituiutaba, Ibirité e Passos, absorvidas até o fim de 2014. Na prática, a lei permitirá que o Estado assuma a administração das fundações. Contudo, a assessoria de imprensa do Estado não confirmou qual o gasto para a operação.
O reitor da Uemg, Dijon Moraes Junior, afirmou que as instituições deverão passar por uma avaliação para checar despesas e possíveis dívidas. De toda forma, é importante a absorção porque são mais vagas para o ensino público. A ideia é formar um ?multicampi? no Estado.
Vagas
Se aprovado, os atuais 5.600 alunos da Uemg passarão para cerca de 15 mil. É uma conquista. É muito difícil conseguir pagar mensalidade de faculdade. O acesso deveria ser universalizado, afirmou a estudante de psicologia Ana Clara Hilário, 26.
Outra mudança será no quadro de professores, que passaria de 900 para 2.000. O governo poderá abrir um concurso para efetivar os atuais docentes ou realizar um processo de designação dos professores.

Para o professor Carlos Roberto Jamil Cury, do programa de pós-graduação em educação da PUC Minas, é preciso cautela com a abertura das vagas. Novas vagas de ensino público sempre são bem-vindas. Mas é preciso saber se o poder público terá condições de arcar com a despesa que vem com a promessa de ensino gratuito, avaliou.