Meio Ambiente

Projeto de conservação devolve araras-canindés à natureza após 200 anos

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Itatiaia

Três araras-canindés — Fernanda, Fátima e Sueli — serão libertas no Rio de Janeiro, marcando o retorno da espécie à natureza após 200 anos de ausência. O trio vivia no Parque Nacional da Tijuca (PNT) desde junho de 2025.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), nos últimos sete meses as araras passaram por um treinamento gradual para a reintrodução. Durante esse período, os animais aprimoraram habilidades de voo, aprenderam a evitar a presença humana e participaram de uma transição alimentar, reconhecendo os frutos nativos da floresta onde vão viver.

As araras serão libertadas com anilhas, microchips e colares de identificação, permitindo que a equipe do Refauna, Organização da Sociedade Civil (OSC) brasileira, monitore os animais. A população também poderá colaborar com registros, enviando fotos e relatos por meio de aplicativos gratuitos de monitoramento da fauna silvestre, como o SISS-Geo, desenvolvido pela Fiocruz.

Outra arara-canindé, o macho Selton, deve ser solto ainda em 2026. Ele passa por um ciclo de troca de penas e precisa concluir esse processo antes de ser libertado para garantir segurança durante os voos.

A reintrodução das araras-canindés marca um passo importante na conservação da fauna brasileira, permitindo que essas aves coloridas voltem a habitar a natureza do Rio de Janeiro, com acompanhamento científico e participação da sociedade.

Com informações do Itatiaia