O PSDB não deve dar resposta hoje ao governo sobre a proposta de acordo para prorrogação da CPMF até 2011. O partido decidiu adiar a reunião da Executiva Nacional, marcada para esta noite, onde a decisão seria tomada para ser levada ao Palácio do Planalto. A informação foi dada pelos senadores Sérgio Guerra (PE) e Arthur Virgílio (AM) que terão encontro daqui a pouco com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para conhecer os detalhes da proposta de negociação do governo – que prevê isenção de pagamento da CPMF para quem ganha até R$ 1.640,00 e faixas de isenção para quem ganha mais.
Os tucanos mantiveram a reunião da bancada de 13 senadores para o fim desta tarde. Ali, a proposta de acordo com o governo será debatida e, provavelmente, tomada uma posição. Segundo avaliação de senadores, a maioria da bancada é contrária a um acordo com o governo. Mas o presidente do partido, Tasso Jereissati, que tem negociado com o ministro Guido Mantega, é a favor, e trabalha nessa direção também a pedido de governadores tucanos, notadamente, José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas. Se o resultado da reunião da bancada de senadores for mesmo contra o entendimento com o governo, uma reunião da Executiva será marcada, provavelmente, ainda para esta semana.
A discussão de um acordo com o governo está gerando desconfianças dentro do PSDB e rachas. Há o temor de que outros temas estejam sendo tratados além dos pontos relativos à prorrogação da CPMF – assuntos como obras para Estados governados por tucanos ou de senadores tucanos. Além disso, a bancada de deputados é nitidamente contrária à prorrogação – e votou maciçamente contra a proposta do governo -, os governadores são a favor e os senadores estão divididos.

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