Belo Horizonte e Porto Alegre registraram os menores índices de desemprego no mês passado: 4,7% cada região metropolitana. Na sequência aparecem Rio (5%), Recife (6,3%), São Paulo e Salvador (9,8%). Esta é a primeira vez na pesquisa que todas as regiões apresentam desemprego a taxas inferiores a 10%.
A taxa de desemprego no país, de 6% em julho, foi a menor para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em março de 2002, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Embora o mercado de trabalho não esteja criando tantas vagas quanto se esperava para essa época do ano, houve melhora na qualidade das vagas criadas, segundo Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. O mercado não está absorvendo a mão de obra que se esperava, mas ele também está tendo uma qualidade que não se esperava, com a geração de mais empregos com carteira assinada,assinalou.
Apesar do leve recuo na taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país, que passou de 6,2% em junho para 6% em julho, a geração de postos de trabalho não correspondeu ao comportamento esperado para o mês.
Habitualmente, há uma inflexão maior nessa época do ano, devido à demanda por produtos e serviços no segundo semestre do ano.
O mercado não se aqueceu suficientemente para atender a essa demanda, essa procura por emprego, disse Azeredo. Ainda há 1,4 milhão de pessoas procurando emprego e esse numero só vai ceder quando você tiver um mercado de trabalho mais aquecido para absorver essa mão de obra, completou. Azeredo ressaltou que o crescimento menor do emprego em 2011 em relação a 2010 não significa que o mercado de trabalho não esteja forte.

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