Quatro recém-nascidos morreram por infecção, na madrugada desta terça-feira (20), no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), em Uberaba. A bactéria que matou as crianças ainda é um mistério e os exames que vão identificá-lá já foram feitos, mas têm até 72 horas para ficarem prontos.

“Não temos como confirmar o motivo do óbito dos pacientes. Temos que aguardar. Até o momento não há correlação entre os óbitos. Vamos acompanhar e monitorar todas as ações do hospital, até sair todos os resultados e saber o que aconteceu”, afirmou Marcos de Almeida Ribeiro, chefe do Departamento de Vigilância Sanitária, por meio de nota da assessoria de imprensa da vigilância.

A Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Superintendência Regional disse que foi notificada pelos óbitos e que as mortes teriam ocorrido, entre a noite de segunda-feira (19) e madrugada de terça . Porém ainda não se sabe o agente etiológico que causou as mortes.

 “Uma equipe foi à unidade hospitalar onde confirmou que já estava sendo feito trabalho de desinfecção da unidade, bem como avaliaram que a parte de insumo, pessoal e escala estava tudo correto. Ainda segundo ele, amanhã [nesta quarta 21] o HC encaminhará o relatório do ocorrido, lembrando que o monitoramento por parte da Vigilância Sanitária (VISA) será contínuo até que tudo seja esclarecido”, escreveu a vigilância em nota.

Não se sabe tipo de infecção

Uma preocupação é que em setembro do ano passado a vigilância sanitária realizou uma intervenção no HC-UFTM por causa de um surto de contaminação por superbactéria KPC. Em nota, o hospital disse que não há confirmação de KPC nestes óbitos.

“Não há, até o momento, elementos que confirmem infecção por KPC. O episódio de colonizações por essa bactéria ocorrido no ano passado não atingiu a UTI Neonatal e não há, neste momento, registro de pacientes com infecção por KPC no complexo hospitalar”, informou por nota.

Na época do surto foi criada uma força-tarifa que ainda está ativa e vai atuar no caso da morte dos bebês. “O secretário de Saúde Iraci Neto, destaca que a Junta Reguladora, formada após um surto da bactéria no Hospital de Clínicas em setembro de 2017, continua ativa e foi acionada para uma reunião emergencial, onde serão discutidos as ações e procedimentos, bem como analisado os relatórios emitidos pela unidade hospitalar, em relação ao ocorrido atual”, completa a nota.

Sem novos pacientes

O hospital informou ainda que enquanto o problema permanecer nenhum paciente será transferido para a UTI Neonatal. “Nenhum paciente será transferido. Todas as medidas ligadas à higiene, desinfecção e prevenção de contato estão sendo tomadas, em observância estrita aos protocolos da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do Hospital de Clínicas”, informou a unidade hospitalar.

As crianças que precisarem de atendimento serão direcionadas para o Hospital Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU da Uniube) que tem 19 leitos de Neonatal. Caso não haja vaga nesta unidade hospitalar serão procuradas vagas em outros hospitais da região que já foram avisados sobre o problema, de acordo com a prefeitura.

 

 

Fonte: O Tempo ||

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