Só agora, faltando cerca de 10 meses para o início da Copa do Mundo, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, falou claramente que as obras restantes de seis estádios do torneio estão atrasadas, mesmo que a gente saiba disso há alguns meses. Aldo Rebelo disse que é necessário intensificar os preparativos para que o cronograma seja obedecido dentro do prazo, dezembro próximo.
Prazo
Dezembro de 2013 foi determinado pela Fifa como mês limite para que São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Cuiabá, Natal e Manaus entreguem suas arenas.
Acelera Brasil
?Nós temos condições de cumprir todos os prazos, mas o cumprimento dos prazos vai exigir um ritmo maior das obras em relação ao ritmo executado até o presente momento. Nós temos a ideia de que todos cumprirão os prazos, mas nós precisamos que haja uma intensificação do ritmo das obras para que o prazo de dezembro seja alcançado?, disse Rebelo na terça-feira (13), durante audiência .
Teste
Uma das preocupações do ministro se relaciona com o prazo para que sejam feitos eventos-teste, nos quais são observados pontos cruciais da parte operacional das arenas, especialmente mobilidade, acessibilidade e segurança. ?Tudo isso precisa passar por várias fases de testes?, endossou Aldo.
Aqui e ali
O governo federal informa em seu site sobre a Copa que o Itaquerão, em São Paulo, é a sede restante com obras mais avançadas (quase 85%). A mais atrasada é a Arena do Atlético/PR, em Curitiba (71,5%). Aldo Rebelo apontou a Arena Pantanal em Cuiabá como a mais atrasada (60%).
Jeitinho brasileiro
A Fifa deu um ultimato e informou que não vai tolerar mais atrasos para o Mundial. O cronograma sério ? não respeitado ? indicava que todas as novas arenas da Copa deveriam ter sido entregues em dezembro de 2012. Apenas Fortaleza e Belo Horizonte cumpriram o prazo. Recife, Brasília, Salvador e Rio de Janeiro entregaram suas sedes somente no primeiro semestre deste ano.
Imagina na Copa
Para tentar contemporizar, Aldo tem andado com um estudo debaixo do braço feito por uma consultora dos Estados Unidos em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. O levantamento aponta que o torneio pode gerar até 3,5 milhões de novos empregos. ?Ainda segundo esse estudo, para cada real investido pelo setor público, a Copa gera 3,4 reais de investimento do setor privado. O BNDES, por exemplo, colocou à disposição uma linha de financiamento para a rede hoteleira de quase 1 bilhão de reais e praticamente esgotou?, defende o ministro.

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