Formiga

Reféns libertadas pelas Farc chegam à Venezuela

Depois de quase 6 anos como refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo foram libertadas ontem, 10/01) e já foram para a Venezuela para rever seus familiares.
Antes de saírem do local onde foram libertadas com os helicópteros, as reféns e a Cruz Vermelha tiveram que esperar em terra para permitir que os rebeldes voltassem para a mata.
Por meio dos jornalistas, a mãe de Clara, Clara González de Rojas, enviou um recado emocionado de boas-vindas à filha de 44 anos, seqüestrada em 2002. Bem-vinda filha da minha alma, bem-vinda filha do meu coração.

O resgate

No início do dia, a Venezuela enviou dois helicópteros para a Colômbia seguidos por integrantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
Nos helicópteros estavam o ministro do Interior da Venezuela, Ramón Rodríguez Chacín, e a senadora colombiana Piedad Córdoba, que trabalhou na mediação com as Farc juntamente com Chávez.
Nem Chávez, nem a Colômbia e nem a Cruz Vermelha, conforme o combinado, divulgaram detalhes sobre o local exato onde ocorreu o resgate. O que era sabido é que o governo colombiano se prontificou até as 21h (de Brasília) desta quinta a tirar o Exército do país da região.
Por meio de uma mensagem direto do ponto da selva colombiana onde foram entregues as reféns, o ministro venezuelano do Interior, Ramón Rodríguez Chacín, relatou ao presidente, visivelmente emocionado, que estava recebendo as duas seqüestradas.

As reféns

? Clara Rojas era candidata a vice-presidente e foi seqüestrada, em 23 de fevereiro de 2002, com sua companheira de chapa, a ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa. Ingrid continua nas mãos das Farc. Clara teve um filho com um dos guerrilheiros, Emmanuel, que está sob poder do governo colombiano

? A ex-deputada Consuelo González foi seqüestrada em 10 setembro de 2001.
Integrante do Partido Liberal, González foi eleita em 1998 para um segundo período na Câmara de Representantes pelo departamento de Huila, e tem 57 anos.
Segundo a filha Patricia Perdomo, não havia provas de vida de sua mãe desde agosto de 2003, quando foi divulgada uma carta assinada por González e por outros quatro políticos seqüestrados, que pediam a intervenção das Nações Unidas.
Dois anos depois, o marido de González, Jairo Perdomo, morreu de infarto. Jairo era político, empresário e também ocupava uma cadeira no Congresso.