A Represa de Furnas, que banha Capitólio, Pimenta e Formiga, na região Centro-Oeste, apresentou nesta semana um dos piores índices de volume útil dos últimos anos para o mês de agosto. A média foi de 18,02%, conforme o Operador Nacional do Sistema (ONS). O dado é preocupante, somado aos inúmeros alertas de crise hídrica já divulgados por entidades nacionais.

Para um mês de agosto especificamente, o número só não é menor do que foi registrado em agosto de 2001, quando o Brasil passou por um racionamento de energia que atrapalhou a retomada da economia. Naquele ano, durante o mês, o volume útil da represa chegou a 13,72%, caiu para 12,98% em setembro e só passou a subir a partir de outubro com o início das chuvas, atingindo 28,03% em dezembro.

Para se ter uma ideia ainda mais clara da situação crítica, em 25 de agosto de 2020 o volume útil era de 50,20%, segundo informações de Furnas fornecidas ao G1.

Ainda segundo a empresa, em dados gerais, sem avaliar apenas o mês de agosto, o pior registro foi em 1999 quando a represa atingiu 6,28%, queda histórica e em 2017, quando a medição apontou 8,65%.

Operação da hidrelétrica

A represa de Furnas abastece a usina de mesmo nome e segundo a empresa, ela segue operando normalmente, conforme despacho do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com uma geração média em torno de 450 MW, de energia, o que corresponde a 37% da sua capacidade instalada de 1.216 MW.

O reservatório da hidrelétrica encontra-se atualmente na elevação 754,90 metros, o que representa o volume útil divulgado de 18,02%.

A Eletrobras Furnas destacou que cumpre estritamente as determinações dos órgãos reguladores na operação dos empreendimentos hidrelétricos sob sua concessão. Os níveis dos reservatórios e a energia despachada são programados pelo ONS, responsável por operar o conjunto de reservatórios brasileiros de forma integrada, com o objetivo de garantir a segurança energética.

Crise hídrica

Nesta semana, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão presidido pelo Ministério de Minas e Energia, afirmou que há uma “relevante piora” das condições hídricas no país. Segundo o comitê, é imprescindível manter todas as medidas em andamento e adotar novas providências para manter os reservatórios das hidrelétricas.

Fonte: G1

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