O baixo volume de chuva este ano já tem refletido no nível dos reservatórios do Centro-Oeste. A hidrelétrica de Furnas operou nessa quinta-feira (8) com apenas 39% da capacidade. No reservatório da Central Hidrelétrica de Carmo do Cajuru, o armazenamento de 74% é o mais baixo dos últimos dois anos. A situação crítica preocupa a população da região.

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), responsável pela hidrelétrica de Carmo do Cajuru, disse que a gestão antecipada das previsões, ajudou a buscar um armazenamento suficiente para médio prazo, o que afasta a possibilidade de uma possível crise no sistema, pelo menos por agora.

A Usina Hidrelétrica de Furnas esclareceu que o acionamento das hidrelétricas e a energia despachada são programadas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), responsável por operar o conjunto de reservatórios brasileiros de forma integrada.

O ONS pontuou que o maior acionamento das termoelétricas vem ocorrendo desde outubro de 2020. A medida foi necessária para fazer frente à escassez de chuva, que acabou refletindo na quantidade de água que caiu nas bacias e que efetivamente chegou aos reservatórios de cada usina. Disse ainda que vem atuando de forma preventiva e que segue acompanhando o cenário no Brasil.

Preocupação

Pescador esportivo há mais de 50 anos em vários municípios mineiros, o aposentado Mateus Silva, está preocupado com o nível da água. Ele contou que, tradicionalmente em abril, o nível da água da barragem de Carmo do Cajuru é bem diferente. “A chuva tá bem escassa mesmo. Diminuiu demais”, disse.

De acordo com reportagem do MG2, em um dos trechos visitados próximo da Pedra do Calhau – local visitado por turistas, a água recuou 10 metros.

Furnas

Em Furnas, em um trecho no município de Formiga, a situação também preocupa. Em pontos específicos a água chegou a baixar seis metros.

Desde 2012, o empresário Eduardo Silva, tem uma marina com capacidade para 60 barcos. Desde o início da pandemia, a maior parte não saiu dos galpões.

Furnas é um dos mais maiores Lagos artificiais do mundo. Passa por 34 municípios que têm no turismo uma das principais fontes de renda, mas sem água, falta esperança de investimentos na região.

“Quando a água está num nível satisfatório sempre tem coisa nova, um compra uma casa, ou um barco e nesses últimos anos ninguém tem tido confiança de investir”, finalizou Eduardo.

A esperança agora, é de que chova na região Centro-Oeste, para aumentar o índice dos reservatórios.

Fonte: G1

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