Segundo dados inéditos do Sismama, novo sistema de informação sobre o câncer de mama no Brasil, a demora entre o pedido de mamografia diagnóstica – feita quando há suspeita de câncer- e o resultado chega a 30 dias no sistema público de saúde em um terço dos casos. Além disso, 22% dos exames de punção de nódulos para diagnóstico do câncer têm resultados insatisfatórios, o que pode indicar uma coleta inadequada.
Esse dado contraria a recomendação da Sociedade Norte-Americana de Câncer que prevê prazo máximo de 30 dias entre o paciente perceber um nódulo, fazer os exames, detectar o câncer e operá-lo, uma vez que assim, evitam o avanço da doença. Segundo a avaliação, quanto mais tardio o diagnóstico, mais rápido a doença avança e é difícil de ser tratada.
Outro dado alarmante que o estudo revela é que 45% das mamografias de rastreamento do câncer (para mulheres saudáveis) foram feitas por pessoas com menos de 50 anos. Nesses casos a indição pode trazer mais malefícios que benefícios.

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