Política

“Risco e ineficácia”: The Economist avalia Lula e Flávio Bolsonaro para 2026

Foto: Ricardo Stuckert | PR | Jefferson Rudy | Agência Senado – Itatiaia

A tradicional revista britânica The Economist publicou, na terça-feira (30), um editorial afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deveria disputar a reeleição em 2026. No mesmo texto, a publicação critica o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), classificando-o como “impopular e ineficaz”, e sugere que a direita aposte em outra liderança.

Sobre Lula, a revista reconhece seu talento político, mas cita a idade avançada como um risco institucional. O presidente completou 80 anos em outubro e, caso vença a reeleição, encerraria o quarto mandato aos 85 anos. O editorial ressalta que “carisma não é escudo contra o declínio cognitivo” e compara a situação à candidatura de Joe Biden nos Estados Unidos em 2024, que enfrentou críticas internas por conta da idade.

O periódico também analisa a política econômica do governo federal, afirmando que, apesar dos bons resultados recentes, as medidas são “medíocres” e focadas principalmente em transferências de renda às camadas mais baixas. O texto sugere que Lula abra espaço para uma nova liderança de centro-esquerda.

No campo da direita, Flávio Bolsonaro é considerado “impopular” e “ineficaz”, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é apresentado como uma alternativa “ponderada e democrática”, capaz de unir o espectro político além da polarização entre Lula e Bolsonaro. O editorial enfatiza que uma liderança de centro-direita responsável poderia governar bem e ter chances de vitória em 2026.

A The Economist conclui que o Brasil tem potencial para avançar em 2026, mas alerta que o resultado eleitoral é “preocupantemente incerto”. O editorial deixa claro que, para a revista, tanto a continuidade de Lula quanto a candidatura de Flávio Bolsonaro apresentam riscos para a estabilidade política e institucional do país.

Com informações do Itatiaia