O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) da organização não-governamental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) registrou 102 km² de desmatamento na Amazônia Legal em outubro.
Isso representa queda de 81% em relação ao mês de outubro de 2007, quando o desmatamento registrado foi de 529 quilômetros quadrados. Em outubro último, a devastação foi maior no Pará (52%), seguido por Mato Grosso (36%), Rondônia (6%) e Amazonas (6%).
O SAD também monitora a degradação florestal (desmatamento parcial) de áreas que tiveram exploração madeireira ou que sofreram fogo de várias intensidades. Em outubro, o SAD registrou 122 km² de florestas degradadas na Amazônia Legal. Desse total, 55% ocorreu no Pará, 40% em Mato Grosso, e 5% em Rondônia. Em setembro, foram 345 km².
Devido à ocorrência de nuvens nas imagens de satélite utilizadas pela ONG, não foi possível monitorar 22% da área da Amazônia Legal. Segundo o Imazon, as áreas que não foram mapeadas correspondem a grande parte do Amapá (61% do estado), e aproximadamente um terço da área dos estados do Acre, Roraima, Pará e Amazonas. Rondônia, Tocantins e Mato Grosso tiveram menos de 4% com problemas de visibilidade. A parte do Maranhão que faz parte da Amazônia não foi incluída no estudo.
?Do ponto de vista fundiário, a maioria do desmatamento (68%) ocorreu em áreas privadas ou em diversos estágios de posse. O restante (17%) ocorreu em áreas de assentamento de Reforma Agrária, 16% em unidades de conservação, e somente 1% em terras indígenas?, informa o Imazon, em nota.
Os municípios com maior perda de floresta foram São Félix do Xingu (14,2 km²), seguido de Altamira (9,7 km²) e Novo Progresso (6,7 km²). Os três municípios ficam no Pará.

COMPATILHAR: