Há “fortes indícios” de que o ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro (sem partido), Ricardo Salles (sem partido), esteja envolvido em “grave esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais”, afirmou a Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF). 
Declaração está presente em pedido à Corte que desencadeou a operação “Akuanduba”, no último 9 de maio, que investiga exportação ilegal de madeira e teve como alvo o chefe da pasta e o presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Eduardo Bim. Salles é investigado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. 

A ação da PF, autorizada por Alexandre de Moraes, cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e no Pará. Dez gestores do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama foram afastados à época.

“Vou fazer aqui uma manifestação de surpresa com essa operação, que eu entendo exagerada, desnecessária. Até porque todos, não só o ministro, como todos os demais que foram citados e foram incluídos nessa investigação estiveram sempre à disposição para esclarecer quaisquer questões. O Ministério do Meio Ambiente, desde o início da gestão, atua sempre com bom senso, respeito às leis, respeito ao devido processo legal”, alegou o ministro no dia da operação.

“Restou mais que demonstrado que, na sequência da aprovação desse documento e revogação da norma, servidores que atuaram em prol das exportadoras foram beneficiados pelo Ministro com nomeações para cargos mais altos, ao passo que servidores que se mantiveram firmes em suas posições técnicas, foram exonerados por ele”, narra o documento da PF encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: O Tempo

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