A Secretaria de Estado de Saúde (SES) recomenda aos municípios que ainda não atingiram a meta na campanha de vacinação contra a Influenza A (H1N1) a manter os postos de vacinação abertos neste sábado (24) para reforçar a estratégia de vacinação. A sugestão vem do Ministério da Saúde, como forma de mobilizar os que ainda não vacinaram, com a intenção de evitar que as pessoas adoeçam. A abertura e a operacionalização dos postos de saúde são de responsabilidade dos municípios. A orientação é que a população busque informações nas Secretarias Municipais de Saúde.
Em Minas, a convocação está sendo feita para idosos com doenças crônicas, que iniciam agora sua etapa e para as gestantes, crianças de 6 meses a menores de 2 anos, doentes crônicos e jovens saudáveis de 20 a 29 anos.
Até o momento, já foram contabilizados mais de 2,7 milhões de pessoas vacinadas contra a gripe. Entre as crianças, Minas é o estado com maior cobertura vacinal, atingindo 387.228 mil, o que corresponde a 99,80% de imunizados. As gestantes somam 159.443 mil de vacinados (52,29% da meta); os jovens de 20 a 29 anos atingiram 1.931.020 pessoas imunizadas (53,38% da meta). Para a próxima etapa, a expectativa é vacinar 443.289 mil idosos doentes crônicos com 60 anos ou mais.
De acordo com a coordenadora de Doenças e Agravos Transmissíveis, Jandira Lemos, é fundamental que aquelas pessoas que ainda não se vacinaram que procurem um posto de saúde mais próximo, já que a doença pode evoluir para um quadro grave, levando, inclusive, à morte, ressaltou.
Em Minas Gerais, foram confirmados 6 casos de Influenza A (H1N1) e 2 óbitos em 2010. No último ano, foram confirmados 1.565 e 163 óbitos, destes 48,47% dos óbitos foram em jovens de 20 a 39 anos.
Doenças crônicas
– Pessoas com grande obesidade (Grau III), incluídas atualmente nos seguintes parâmetros: crianças com idade igual ou maior que 10 anos com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 25; criança e adolescente com idade maior de 10 anos e menor de 18 anos com IMC igual ou maior que 35; adolescentes e adultos com idade igual ou maior que 18 anos, com IMC maior de 40;
– Indivíduos com doença respiratória crônica desde a infância (ex: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
– Indivíduos asmáticos (portadores das formas graves, conforme definições do protocolo da Sociedade Brasileira de Pneumologia);
– Indivíduos com doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (ex: distrofia neuromuscular);
– Pessoas com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada às doenças crônicas;
– Pessoas com diabetes;
– Pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras doenças respiratórias crônicas com insuficiência respiratória crônica (ex:fibrose pulmonar, sequelas de tuberculose, pneumoconioses);
– Pessoas com doença hepática: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral;
– Pessoas com doença renal: insuficiência renal crônica, principalmente em doentes em diálise;
– Pessoas com doença hematológica: hemoglobinopatias;
– Pessoas com terapêutica contínua com salicilatos, especialmente indivíduos com idade igual ou menor que 18 anos (ex: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);
– Pessoas portadoras da síndrome clínica de insuficiência cardíaca;
– Pessoas portadoras de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica: hipertensão arterial pulmonar e valvulopatia;
– Pessoas com cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular (fração de ejeção do ventrículo esquerdo [FEVE] menor do que 0.40);
– Pessoa com cardiopatia hipertensiva com disfunção ventricular [FEVE] menor do que 0.40;
– Pessoa com cardiopatias congênitas cianóticas;
– Pessoas com cardiopatias congênitas acianóticas, não corrigidas cirurgicamente ou por intervenção percutânea;
– Pessoas com miocardiopatias (Dilatada, Hipertrófica ou Restritiva);
– Pessoas com pericardiopatias.

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