Secretário-adjunto da Segurança de SP deixa o cargo após denúncias
O secretário-adjunto da Segurança Pública de São Paulo, Lauro Malheiros Neto, entregou sua carta de demissão nesta terça-feira, após denúncias sobre sua ligação com o investigador Augusto Peña, preso por suspeita de extorquir dinheiro de criminosos –entre outros crimes.
Peña foi preso na semana passada sob a acusação de ter seqüestrado e exigido R$ 300 mil para não prender, em março de 2005, Rodrigo Olivatto de Morais, 28, enteado do presidiário Marco Willians Herbas Camacho, Marcola, apontado pela polícia paulista como chefe da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).A ex-mulher de Peña, Regina Célia Lemes de Carvalho, afirmou que é capaz de provar que o policial é bastante ligado a Malheiros Neto, cujo escritório de advocacia de sua família atuou em duas causas cíveis para Peña –uma delas a separação do casal. Sem apresentar provas, ela disse que o investigador pagava ao secretário-adjunto para que ele o ajudasse na polícia.
Também na semana passada, Malheiros Neto foi procurado pela Folha, mas não quis conceder entrevista sobre a possível amizade com Peña. Por nota oficial, ele afirmou que não advoga desde janeiro de 2007 e que a Corregedoria da Polícia Civil apura as denúncias contra os policiais presos.
O governador José Serra (PSDB) disse ter aceitado o pedido de demissão de Malheiros.
Até agora [o pedido de demissão] não é grave. Houve denúncia, insinuação, mas nenhuma prova até agora. Ele [Malheiros] decidiu se afastar porque estaria prejudicando seu trabalho e eu aceitei, afirmou Serra.
A escolha de um novo nome para substituir Malheiros no cargo de secretário-adjunto deve ser feita pelo secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão, segundo o governador.

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