Lorene Pedrosa – Redação UN

A primeira reunião ordinária de 2021 da Câmara Municipal de Formiga contou com a participação do secretário de Saúde, Leandro Pimentel, que fez uso da ‘Tribuna do Povo’.

A pauta foi invertida e, após a leitura da ata da reunião ordinária realizada em período de recesso dos vereadores, o secretário fez uso da palavra, tratando de projetos de lei que tramitam na Casa e são afetos à pasta que ele coordena e preveem mudanças no Plano Municipal de Vacinação, inserindo mais pessoas na segunda fase do programa (PL 07/2021) e o estabelecimento de atividades econômicas como essenciais (01/2021 e 03/2021).

Sobre as atividades econômicas, Leandro, de início, explicou que a determinação do que é ou não essencial não é feita pelo município, mas pelo Estado.

O secretário mostrou, em números, a situação epidemiológica do município após quase um ano de pandemia, frisando que dezembro foi o mês com o maior número de casos e janeiro, consequentemente, o de maior número de mortes.

Sobre a vacinação, o secretário explicou que o plano em Formiga segue o plano nacional de operacionalização, dentro de critérios observados em estudos preliminares.

Para que os vereadores entendessem a situação vacinal, Leandro apresentou as fases do plano nacional de imunização e o que isso significa em números de pessoas a serem vacinadas em Formiga.

O secretário destacou que na “fase 1” estão sendo contemplados os trabalhadores de saúde, pessoas maiores de 18 anos institucionalizadas com deficiências e maiores de 60 anos institucionalizadas. Público total de 5.089 pessoas, mas, até agora, apenas 1433 primeiras doses chegaram ao município e outras 850 doses para reforço.

Sobre dúvidas relacionadas com a primeira fase, Leandro explicou que profissionais que atendem em clínicas particulares estão sendo vacinados porque, em caso de colapso na saúde, os mesmos serão convocados a trabalhar nas unidades públicas.

Na “fase 2” estão todos os idosos acima de 60 anos, começando pelos mais vulneráveis (mais de 80 anos). Público total: 17355. Já a “frase 3” é voltada para pessoas com mais de 18 anos com comorbidades – um total de 17071 pessoas e, por fim, “na fase 4” composta por profissionais da educação, forças de segurança (polícias federal, militar, civil, penal e bombeiros) além de pessoas com deficiência severa, deverão ser vacinadas 3.896 pessoas.

“No total, somados os grupos, serão necessárias 43411 doses que ainda precisarão da dose de reforço. Esses números levam em conta apenas os grupos pré-determinados pelo Ministério da Saúde e autoridades sanitárias do Estado”, afirmou Leandro, explicando que o desejo é de vacinar a todos, mas que isso não é viável e que, alteradas as prioridades, não há nenhuma garantia que chegarão mais doses vindas do Governo Federal.

O secretário disse ainda, que não pode interferir nas fases pré-estabelecidas, porque isso poderia comprometer a eficácia do plano que segue diretrizes nacionais que devem ser observadas: Eu como gestor de saúde não posso nunca deixar que esse o plano seja comprometido”, explicou.

Por fim, Leandro disse que o projeto é inviável e que, em caso de aprovação, será vetado pelo Executivo.

Ao fim da fala do secretário, Luciano do Gás, autor da proposta que prevê a inserção de professores, motoristas de taxis, aplicativo e transporte público, frentistas de posto de gasolina, balconistas de lojas e padarias na fase 2, explicou suas motivações para a apresentação do PL. “Pessoas desses grupos estão na linha de frente desde o início da pandemia e se elas forem vacinadas a transmissão irá diminuir, principalmente para idosos que estão trancados em casa e podem estar sendo contaminados por pessoas que precisam trabalhar”.

Em resposta, Leandro disse que a necessidade de evitar a transmissão para idosos acaba com o fato de os mesmos comporem a fase 2. Além disso, o secretário explicou que o número de vacinas que chegará em Formiga não será alterado e que, para colocar mais pessoas, outras deverão ser retiradas.

Após as falas de Leandro e do autor da proposta, outros vereadores fizeram uso da palavra e ponderaram sobre o assunto.

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