Aos 26 anos de idade, a peso-palha Amanda Ribas ainda não sentiu o gosto da derrota no UFC. Com quatro vitórias nas quatro lutas que fez pela organização, a mineira atuou em nove rounds até aqui, e não perdeu nenhum. A vitória do último sábado, diante da americana Paige VanZant no peso-mosca (categoria exatamente acima da sua) foi conseguida com uma finalização por chave de braço, um golpe que Amanda revelou em entrevista exclusiva por telefone ao Combate.com, não imaginava que faria a rival desistir.

“Eu estava me preparando para lutar os três rounds e finalizar no fim do primeiro round, ou no segundo. Mas não esperava finalizar no começo do primeiro round, e não esperava ter sido por chave de braço. Eu estava treinando muito mata-leão ou katagatame, porque em uma luta dela que eu vi que ela levou uma chave de braço, quebrou o braço e não bateu. Eu achava que, se eu encaixasse uma chave no braço dela, ela acabaria não batendo. Mas eu acreditei tanto naquele braço, que estava justinho, que com a minha técnica deu certo”, disse.

A vitória, que foi muito comentada nas redes sociais, deu esperança à mineira de levar um dos quatro bônus de performance que o UFC distribui a cada evento. Após ver os prêmios irem para outros atletas, Ribas brincou dizendo que, por alguns momentos, chegou a se sentir “mais rica”.

“Se eu te falar que eu já estava me sentindo até mais rica, você acredita (risos)? Eu pensei que ia ganhar o bônus pela finalização. Não veio, mas vai ter mais luta, e isso é até um incentivo para eu me esforçar ainda mais na próxima luta para ganhar o bônus. Mas eu queria ter ganhado”.

A mineira falou também sobre como se sentiu no peso-mosca, mas garantiu que a sua categoria é mesmo o peso-palha. Nada que a impeça, no entanto, de fazer lutas contra atletas ranqueadas no mosca. O objetivo de ser campeã em duas categorias, para ela, fica para o futuro.

“Eu me senti muito bem no peso-mosca, me senti mais forte. A diferença foi essa, de força mesmo. Mas eu gosto de lutar no peso-palha. Essa é a minha categoria e eu pretendo continuar lutando nela. Se o UFC me oferecer uma luta boa, contra uma atleta ranqueada no peso-mosca, eu luto, porque penso ser campeã das duas categorias. Mas acho que esse é um plano mais para o futuro. Primeiro eu tenho que crescer no ranking da minha categoria, para depois pensar em crescer e ser campeã da outra. Eu prefiro o peso-palha, porque eu fico mais atlética nela. No peso-mosca eu tive que ganhar um peso a mais e acaba vindo uma gordurinha, e eu não acho legal (risos). Nas próximas, se eu for lutar no peso-mosca, eu pretendo estar mais musculosa”, destacou.

Fonte: Globo Esporte

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