Minas Gerais registrou nesta terça-feira (16) um novo recorde na média móvel de contaminações pelo coronavírus, segundo o Termômetro da Covid do portal O Tempo. Paralelamente, a curva de óbitos provocados pela doença segue próximo ao patamar mais alto da pandemia, após o pico atingido no sábado (13).

O novo recorde de casos foi registrado no mesmo dia em que o governador Romeu Zema anunciou a entrada de todo o Estado na onda roxa, a mais restritiva do programa Minas Consciente. Os indicadores confirmam a gravidade do momento e a necessidade de controle da transmissão do vírus entre os mineiros. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), cerca de 200 pacientes compõem a fila de espera por um leito.

De acordo com o monitoramento realizado pelo portal O Tempo, foram confirmados em média 7.469 novos casos diários nos últimos sete dias. Isso representa um total de 52.285 pacientes diagnosticados no período e um aumento de 33% na média em relação a duas semanas atrás.

O novo pico supera a marca atingida em 17 de janeiro, aproximadamente duas semanas após as festas de ano novo. A curva havia regredido ao patamar de 4.103 novos casos diários em meados de fevereiro, mas voltou a subir rapidamente desde então, como mostra o gráfico.

A aceleração preocupa, pois tende a pressionar ainda mais o sistema de saúde. Como observado em outros momentos da pandemia, os aumentos na média de casos são normalmente seguidos de elevações na curva dos óbitos. Outro fator importante neste momento são as novas variantes do vírus, que podem afetar pessoas mais jovens e alongar os períodos de internação, provocando assim uma maior concorrência por vagas nas enfermarias e UTIs.

Óbitos

Minas Gerais registrou em média 158 vítimas diárias da Covid-19 nos últimos sete dias, ou 1.110 no total. O aumento no indicador é de 27% na comparação com duas semanas atrás. O recorde foi registrado no último sábado: 164 mortes diárias ao longo dos sete dias anteriores.

Segundo o boletim epidemiológico da SES-MG, o Estado contabiliza ao todo 20.715 óbitos confirmados e 980.687 casos confirmados da doença.

Termômetro da Covid apresenta a evolução da média móvel de novos óbitos e casos confirmados nos últimos sete dias e tem como parâmetro de comparação os mesmos dados registrados há duas semanas.

Se a média de hoje superar em mais de 15% o valor de duas semanas atrás, então a situação observada é de crescimento acelerado. No outro oposto, uma redução superior a 15% representa desaceleração. Se a variação for de até 15% para mais ou para menos, a média se encontra em um nível de estabilidade.

O uso da média móvel se justifica pela grande oscilação das notificações entre os diferentes dias da semana. Ela fica muito clara quando se observa a queda durante feriados, fins de semana e segundas-feiras, devido ao represamento nos laboratórios. Desta forma, a média móvel mostra tendências mais consistentes do que os dados diários.

Já a janela de duas semanas para comparação se explica pelo tempo médio de ação do vírus e de demora seja no processamento de exames ou na divulgação dos resultados nos sistemas oficiais utilizados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG).

Os dados são provenientes dos boletins epidemiológicos oficiais da SES-MG e referem-se aos municípios de residência dos pacientes. Isso explica eventuais números negativos, uma vez que os casos podem ser revisados ou “transferidos” de cidade.

Fonte: O Tempo

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