A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou na terça-feira (15) projeto de lei que qualifica o trabalho de limpeza urbana como insalubre. Com isso, será garantida aposentadoria especial aos funcionários da limpeza, asseio, conservação e coleta de lixo.
O projeto foi aprovado pela comissão em caráter terminativo (sem necessidade de passar pelo plenário) e agora segue para a Câmara dos Deputados.
O relator do projeto define no relatório que ?o trabalho em contato permanente com o lixo urbano (coleta, varredura de ruas e industrialização) apresenta características de insalubridade, pois é uma atividade que, por suas condições ou métodos de trabalho, expõe os empregados a agentes nocivos à saúde?.
O adicional de insalubridade será concedido de acordo com avaliação, que será classificada em graus máximo, médio e mínimo e que varia de acordo com o tipo de coleta de lixo.
Segundo o relator, os benefícios ora concedidos não se estenderão às pessoas que trabalham em limpeza de residências, escritórios e coleta de lixo nestes mesmos locais, pois as suas condições de trabalho são diferentes às que se submetem dos que trabalham na limpeza urbana.
16 de Maio – Dia do profissional da limpeza
Viver em uma cidade de ruas limpas e conservadas é desejo de todos. Mais que isso, é direito de cada cidadão. Mas, no dia do Gari – 16 de maio ? pouca gente se lembrou disto.
Lá no Senado, ao que parece, ?eles? se lembraram e até providenciaram um ?presentinho? para nossos valorosos garis. Tomara que nos municípios, local onde a grande maioria da classe presta serviço, também nossos administradores se sensibilizem e corrijam erros passados e valorizem o trabalho que todos reconhecem como de vital importância para a sobrevivência de nossas cidades.
Afinal, são eles, os garis, que cuidam delas e por extensão, até mesmo de nossa saúde. Todos sabemos e concordamos com a premissa de que em ambiente limpo, dificilmente os vetores de doenças sobreviverão. A grande maioria deles se prolifera mesmo é na sujeira!
Em Formiga
O município de Formiga tem ao todo 71 garis. Cerca de 40 profissionais, 28 mulheres e 12 homens, dedicam-se exclusivamente à varrição e recolha do lixo nas vias públicas, capina e jardinagem da cidade.
São coordenados por quatro encarregados e trabalham diariamente participando inclusive de plantões em feriados, dias santos e finais de semana, já que a cidade não pode parar.
Na coleta de lixo urbano (produzido pelas residências e comércio em geral), são empregados entre nove motoristas e 31 garis, todos homens.
Além desses profissionais catadores, pertencentes à Transformare, Recifor e outros autônomos, também se dedicam à recolha diária de 10 a 12 toneladas de recicláveis que comercializados produzem renda para auxiliar no sustento de cerca de 50 a 60 famílias.
Lixo hoje é um bem econômico! Daí a importância da população se engajar de corpo e alma nas campanhas que visem à coleta seletiva. Em países mais evoluídos o que resta do lixo após a separação, reaproveitamento e reciclagem é transformado em energia termoelétrica.
A profissão
A profissão de gari, no Brasil, surgiu no tempo do Império, na cidade do Rio de Janeiro, quando um empresário de nome Aleixo Gary, assinou contrato com o governo para organizar o serviço de limpeza das ruas e praias daquela cidade.
De lá pra cá, os coletores de lixo, garis, não medem esforços para o cumprimento de sua árdua missão. Faça chuva, faça sol, lá estão os profissionais da limpeza recolhendo o lixo das residências, indústrias e edifícios comerciais, varrendo ruas, praças e parques. Também capinam a grama, lavam e desinfetam vias, banheiros e outros logradouros públicos.

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