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Sequestro de dois gerentes da região pode ter sido feito pela mesma quadrilha

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A mesma quadrilha pode ser responsável pelo sequestro de dois gerentes de bancos na região, segundo informações do delegado Weslley Castro.

Os crimes aconteceram em um prazo de 15 dias e as investigações estão em sigilo. Ações preventivas serão realizadas com funcionários de instituições financeiras.

Segundo o delegado, os policiais ainda estão em rastreamento, nesta sexta-feira (26), em busca dos suspeitos de terem colocado explosivos no corpo de um gerente de banco em Nova Serrana nessa quinta-feira (25).

A hipótese mais provável, conforme Castro, é que se trate da mesma quadrilha que sequestrou o gerente de um banco e a esposa dele em São Gonçalo do Pará, no último dia 12, pela forma de atuação. Inclusive, o local onde ficou determinado onde as vítimas levariam o dinheiro era o mesmo: no entroncamento da BR-262 e BR-494.

Mas a força-tarefa criada para combater ataques a instituições financeiras não descarta a possibilidade de ser outra quadrilha e medidas começam a ser tomadas.

“O ‘sapatinho’ é uma modalidade onde a vítima fica menos tempo no poder de criminosos. Os casos registrados na região estão sendo tratados como sequestro porque as vítimas ficaram mais de 12 horas rendidas”.

O delegado ainda ressalta que todo ataque a instituição financeira, seja explosão de caixas eletrônicos ou sequestro de funcionários, são investigados pela força-tarefa e o trabalho é feito em conjunto com o Departamento de Operações Especiais (Deoesp).

Castro ainda destacou que estratégias de prevenção estão sendo agendadas com as instituições financeiras para a prevenção do crime junto aos funcionários. “As investigações estão em sigilo, mas estamos atuantes para combater esta modalidade de crime”, finalizou.

Explosivos junto ao corpo

Uma agência bancária em Nova Serrana foi cercada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Belo Horizonte, na manhã dessa quinta-feira (25), depois que o gerente chegou para trabalhar com explosivos amarrados no corpo.

Segundo a Polícia Militar, ele relatou que foi sequestrado durante a noite e ameaçado por criminosos. Os explosivos foram retirados e a vítima não se feriu.

Sequestro e roubo

Em São Gonçalo do Pará, o gerente de um banco e a esposa dele foram mantidos reféns no dia 12 de janeiro. Cerca de quatro sequestradores invadiriam a residência do casal no dia 11 e permaneceram no imóvel até às 5h do dia seguinte, quando levaram a mulher para um cativeiro em Belo Horizonte.

Por orientação dos criminosos, o gerente foi até a agência e pegou o dinheiro exigido e entregou aos sequestradores às margens da BR-262 entre São Gonçalo do Pará e Pará de Minas por volta das 9h desta sexta-feira (11). Cerca de uma hora depois a mulher sequestrada foi libertada e só então a polícia tomou conhecimento do fato e investiga o caso.

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Fonte: G1||