Em reunião realizada na manhã de terça-feira (6), os servidores municipais da Prefeitura de Belo Horizonte decidiram entrar em greve. A decisão foi tomada após a PBH manter na segunda-feira (5) a proposta de aumento de 5,56% de reajuste salarial a partir de outubro, e aumento de R$ 1 no vale alimentação. Os funcionários exigem aumento de 15% de reajuste e querem que o valor do vale alimentação passe de R$ 17 para R$ 28.
A assembleia que decidiu pela greve foi realizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel) na praça da Estação, e os manifestantes seguem em passeata até a sede da prefeitura de Belo Horizonte, na avenida Afonso Pena, na região central da capital. Segundo a BHTrans, parte dos manifestantes deve prosseguir até o prédio da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, na rua Tamoios.
A próxima reunião dos servidores está agendada para o dia 14 de maio. Eles esperam obter uma nova proposta da Prefeitura, que será debatida em uma mesa de negociação sindical, marcada para a próxima segunda-feira (12). A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Informação de Belo Horizonte deve se reunir com um sindicato por dia, e tentar resolver as pendências de cada categoria até 23 de maio.
São cerca de 45 mil servidores municipais em Belo Horizonte, mas o Sindibel informou que nem todos os funcionários irão aderir à greve. O sindicato informa, ainda, que a proposta da PBH contempla apenas a reposição da inflação de 2013, sem levar em consideração os 10 meses do acumulado da inflação até outubro de 2014. Eles alegam que há uma disparidade dentro da folha salarial do município, com 36% ganhando entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, enquanto o salário de 1% dos funcionários é de R$ 15 mil.
O Sindibel informou que a greve abrange todas as categorias, desde educação, saúde, administração, fiscalização e limpeza urbana, até as fundações municipais, Sudecap e Belotur. Ainda segundo o sindicato, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Centros de Referência em Saúde Mental (CERSAMs) e o Hospital Odilon Behrens funcionarão em escala mínima, com 30% do efetivo.

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